2010-03-31

Subject: Acidez dos oceanos ameaça

 

Acidez dos oceanos ameaça vida marinha

 

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@ Ciência HojeAs emissões de CO2, além de contribuírem para o aumento do aquecimento global, alteram a química das águas dos oceanos, tornando-as cada vez mais ácidas e, portanto, mais perigosas para os organismos marinhos.

Os mais ameaçados pelas alterações de pH na água são os animais com conchas ou esqueletos de carbonato de cálcio, como os corais ou moluscos, segundo um estudo dirigido pelo Conselho Superior de Investigações Cientificas (CSIC), em Espanha.

Segundo os cientistas, nos finais do século XXI vão alcançar-se níveis de acidez intoleráveis para muitos organismos marinhos sem precedentes nos últimos 40 milhões de anos.

Carles Pelejero, director da investigação explica que o processo de acidificação oceânica poderia considerar-se “o irmão malvado do aquecimento global”. A acidificação ocorre à medida que o CO2 emitido pelas actividades humanas, derivado fundamentalmente da queima de combustíveis fósseis.

É um processo independente do aquecimento global, mas com a mesma origem. Mais de trinta por cento das emissões de CO2 passam directamente para os oceanos, que se tornam progressivamente mais ácidos.

A acidificação prejudica muitas formas de vida marinhas e pode interferir, por exemplo, na produtividade do fitoplâncton, de que dependem os peixes, crustáceos e outras espécies (muitas delas com grande importância para o ser humano).

 

Segundo a investigadora do CSIC, Eva Calvo, “as águas da superfície dos oceanos acidificaram 0.1 de unidades de pH em níveis pré industriais. A acidificação futura dependerá do CO2 que se emita a partir de agora, mas as previsões apontam que a acidez possa chegar a aumentar em 0.3 ou 0.4 unidades no final deste século”.

A investigadora acrescenta que “estas alterações estão a acontecer cem vezes mais rápido do que nas últimas dezenas de milhões de anos, o que pode levar a condições sem precedentes nos últimos 40 milhões de anos no mínimo”.

Os cientistas alertam para a necessidade urgente de reduzir drasticamente as emissões de CO2, já que é muito provável que em uma ou duas décadas, as latitudes mais altas dos oceanos Atlântico, Pacífico e Antárctico sejam demasiado hostis para os organismos que necessitem de calcificação.

 

 

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