2004-04-09

Subject: Descoberto o gato doméstico mais antigo

News of the Wild

 

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Descoberto o gato doméstico mais antigo

 

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A evidência mais antiga de que as pessoas tinham gatos como animais de estimação pode ter sido agora descoberta por arqueólogos. 

A descoberta de um gato enterrado juntamente com o que deverá ter sido o seu dono numa sepultura do Neolítico em Chipre sugere que a domesticação dos gatos terá começado há cerca de 9500 anos. 

Pensava-se que os egípcios teriam sido os primeiros a domesticar gatos, com as evidências mais antigas a datarem de 2000 a 1900 a.C., mas os investigadores franceses mostram que o processo deve ter começado bem antes. 

Estas novas provas datam do Neolítico, ou a idade da pedra tardia, da vila de Shillourokambos em Chipre, uma localidade que foi habitada entre o 9º e o 8º milénio antes de Cristo. 

O gato que encontramos na sepultura pode ter sido pré-domesticado, ou seja, algo entre o totalmente selvagem e o doméstico, mas também podia ser já totalmente domesticado, explica o professor Jean Guilaine do Centre d'Anthropologie em Toulouse. A relação do Homem com o cão é bem mais antiga, conhecida desde 12-11000 a.C. 

O esqueleto completo do gato foi encontrado a cerca de 40 cm de uma sepultura humana. Os estados de conservação semelhantes e posição dos corpos no solo sugerem que a pessoa e o gato foram enterrados juntos. A pessoa tinha cerca de 30 anos e foi enterrada com diversas oferendas, como pedras polidas, machados e pigmentos ocre. 

Com base nestes achados, os investigadores consideram que a pessoa deveria ter um estatuto elevado e que deveria ter uma relação especial com os gatos. Os gatos poderiam ter significado religioso e material importante para os cipriotas da idade da pedra, segundo estes investigadores. 

 

É difícil dizer com certeza que o gato fosse um animal religioso mas provavelmente tinha um papel importante no mundo simbólico e imaginativo deste povo. Nesta época em que a agricultura estava no seu início e os cereais eram armazenados, os gatos poderiam ter sido encorajados a permanecer nas vilas para controlar os ratos. 

Se esta hipótese for verdadeira, então haveria gatos nas vilas desde o tempo em que os ratos se tornaram vulgares, ou seja, há 12000 anos, refere o co-autor da investigação Jean-Denis Vigne do National Museum of Natural History em Paris. 

O gato enterrado na sepultura cipriota tinha 8 meses de idade e foi morto para ser enterrado com a pessoa. O esqueleto não mostra sinais de maus tratos, sugerindo que foi tratado como uma pessoa após a morte. O espécime é de grande tamanho, assemelhando-se ao gato selvagem africano Felis silvestris lybica e não aos gatos domésticos actuais. Não existem espécies nativas de gatos em Chipre, logo os gatos devem ter sido introduzidos pelo Homem.

No entanto, ossos de gato carbonizados comprovam que no mesmo período de tempo, o Homem comia gatos, pelo menos em algumas ocasiões. 

 

 

Saber mais:

Science

National Museum of Natural History

Leão mumificado descoberto no Egipto

 

 

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@ Born to be Wild, 2004


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