2010-02-21

Subject: Golfinhos têm possibilidade de 'desligar' diabetes

 

Golfinhos têm possibilidade de 'desligar' diabetes

 

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@ NMM FoundationUm estudo fito em golfinhos revelou pistas genéticas que poderão ajudar os investigadores médicos a tratar a diabetes tipo 2.

Cientistas da Fundação Americana para os Mamíferos Marinhos dizem que os roazes-corvineiros são resistentes à insulina, tal como as pessoas com diabetes, mas os golfinhos conseguem activar ou desactivar esta resistência.

Os investigadores apresentaram as suas descobertas no encontro anual da Associação Americana para o Avanço da Ciência (AAAS) em San Diego.

Eles esperam colaborar com investigadores sobre diabetes para ver se conseguem encontrar e, quem sabe, controlar um equivalente humano de 'interruptor'.

A equipa, sediada em San Diego, recolheu amostras de sangue de golfinhos treinados que se alimentam permanentemente durante o dia e jejuam durante a noite. "As alterações ao longo da noite na química do seu sangue são equivalentes às alterações em humanos diabéticos", explica Stephanie Venn-Watson, directora de medicina veterinária na fundação.

Isso significa que a insulina, a hormona que reduz o nível de glucose no sangue, não tem efeito nos golfinhos quando estes jejuam. De manhã, quando tomam o pequeno-almoço, simplesmente passam ao estado de não jejum, diz Venn-Watson. Em pessoas diabéticas, a resistência crónica à insulina significa ter que controlar cuidadosamente a glucose sanguínea, geralmente com uma dieta pobre em açúcar, para evitar uma série de complicações médicas.

No entanto, nos golfinhos a resistência parece ser vantajosa. Venn-Watson explica que estes mamíferos marinhos podem ter desenvolvido este interruptor para alimentação/jejum para lidar com uma dieta rica em proteínas mas pobre em carbohidratos como é o peixe.

"Os golfinhos roazes têm grandes cérebros que precisam de açúcar", explica Venn-Watson, Como a sua dieta é muito pobre em açúcar, "é vantajoso para eles ter uma possibilidade de manter o açúcar do sangue no corpo, para manter o cérebro bem alimentado." Mas outros mamíferos marinhos, como as focas, não têm este interruptor e Venn-Watson pensa que o "factor grande cérebro" pode ser o que liga a química sanguínea de golfinhos e humanos.

 

"Estamos a olhar para duas espécies que têm cérebros grandes com grandes exigências de glucose no sangue", diz ela. "E descobrimos alterações nos golfinhos que sugerem que esta resistência à insulina pode ser levada a um estado de doença. Se começássemos a alimentar golfinhos com Twinkies, eles desenvolveriam diabetes."

Dado que os genomas humano e do golfinho já foram sequenciados, Venn-Watson espera trabalhar com investigadores médicos para transformar a descoberta em golfinhos num eventual tratamento para humanos. "Não se pretende transformar o golfinho num animal de laboratório mas o genoma já foi mapeado logo podemos comparar esses genes com os humanos."

Os cientistas do Instituto Salk em San Diego já tinha descoberto um "gene do jejum" que está anormalmente activado em pessoas com diabetes, "logo talvez isto seja uma pista para um factor crucial para controlar a diabetes humana", diz Venn-Watson. Se os cientistas puderem encontrar o que activa e desactiva o gene do jejum nos golfinhos, podem ser capazes de fazer o mesmo em pessoas.

Lori Schwacke, cientista da National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA) em Charleston, disse que o trabalho demonstrou que há semelhanças interessantes entre golfinhos e humanos.

Schwacke, que está a estudar o efeito da poluição nos golfinhos ao largo da costa do estado americano da Georgia, também está interessada nas ligações entre a saúde humana e destes animais. "Há várias doenças interessantes que só observamos em humanos e golfinhos", diz ela. Neste caso, diz Venn-Watson, "a diferença fundamental é que os golfinhos conseguem activá-las e desactivá-las e os humanos não".

 

 

Saber mais:

NOAA

National Marine Mammal Foundation

 

 

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