2010-02-17

Subject: Árvores libertam metano de microrganismos do solo

 

Árvores libertam metano de microrganismos do solo

 

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@ NatureA concentração atmosférica de metano, um gás de efeito de estufa com 25 vezes maior poder de aquecimento que o dióxido de carbono, mais que duplicou ao longo dos últimos 200 anos.

Há muito que os investigadores sabem que o metano provém de processos anaeróbios que decorrem em solos alagados como nos pântanos, zonas húmidas e arrozais, para além dos intestinos de térmitas e mamíferos ruminantes, mas em 2006 uma equipa apresentou uma ideia surpreendente: também as plantas produzem metano, entre 10 a 30% das emissões totais globais deste gás. Se verdade, essa situação iria exigir uma enorme sobrecarga dos orçamentos globais de carbono.

Agora, um estudo sugere que as árvores podem funcionar como chaminés, deslocando o metano produzido pelos microrganismos do solo para cima através de raízes, caules e folhas, antes de ser libertado para a atmosfera. 

Este efeito pode ser responsável por até 10% das emissões de metano a nível global e também pode ajudar a explicar porque os fluxos de metano são mais elevados do que se esperava em regiões tropicais húmidas.

Ellen Nisbet, uma bióloga evolutiva na Universidade do Sul da Austrália em Adelaide, já antes relatado que as plantas não apresentam as vias bioquímicas necessárias à produção de metano. "Tenho bastante certeza que as plantas não produzem elas próprias o metano", diz ela. "Este artigo na realidade mostra que o metano se desloca em volta das plantas, que está a ser transportado para cima e para fora."

A equipa responsável por este último estudo, liderada pelo cientista atmosférico Andrew Rice, da Universidade Estatal de Portland no Oregon, mediu o fluxo de metano em três espécies de árvores, que foram inundadas para criar as condições perfeitas para os microrganismos anaeróbios começarem a produzir metano.

Rice diz que o trabalho não elimina a possibilidade de as próprias plantas produzirem metano anaerobicamente. Por exemplo, a luz com uma determinada intensidade e comprimento de onda pode criar uma reacção fotolítica que produz metano, tal como o trabalho de 2006 sugeria. "A questão é a magnitude dessa fonte."

 

O último estudo também descobriu que a composição isotópica do metano microbiano transportado através das árvores era praticamente idêntica à das emissões de metano observadas no estudo de 2006. Isto significa que pode ser difícil distinguir no campo entre o metano produzido anaerobicamente e o produzido aerobicamente.

A ideia da produção aeróbica de metano "ainda é um comprimido amargo para os cientistas engolirem", diz Patrick Megonigal, biogeoquímico no Centro de Investigação Ambiental do Smithsonian em Washington DC. "Este artigo mostra que existem outros mecanismos que compreendemos um pouco melhor e que nos podem dar a mesma razão isotópica e encaixam perfeitamente neste balanço."

O líder do trabalho original permanece confiante que as plantas produzem o seu próprio metano, ainda que os solos contribuam claramente para o total emitido. "Está cada vez mais claro que a vegetação viva está talvez a desempenha rum papel mais activo na emissão de metano para a atmosfera do que antes pensávamos", diz Frank Keppler, geoquímico no Instituto Max Planck de Química em Mainz, Alemanha. 

 

 

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