2004-04-07

Subject: 300 espécies criticamente ameaçadas não têm qualquer protecção

News of the Wild

 

Bem-vindo(a) a mais uma edição do boletim informativo  News of the  Wild

Este boletim é mantido pelo site Born to be Wild, para que não esqueça o seu lado selvagem ...

 

Em destaque:

300 espécies criticamente ameaçadas não têm qualquer protecção

 

  Questões ou comentários para: borntobewild@clix.pt

Dê o site Born to be Wild a conhecer a um amigo!!

 

Mais de 300 espécies criticamente ameaçadas não têm qualquer tipo de protecção no seu habitat natural, alertam os peritos num relatório agora publicado. Apesar do aumento de áreas protegidas em todo o mundo, muitos ecossistemas permanecem fora dessa rede de redutos seguros, pois, na sua maioria, as áreas protegidas actuais não representam de forma adequada a biodiversidade global. 

Os autores deste estudo alegam que é necessária uma alteração no planeamento conservacionista, de forma a evitar mais extinções nas próximas décadas. 

Actualmente 11.5% da superfície do planeta encontra-se protegida, 1.5% mais do que tinha sido estabelecido como objectivo pelo congresso de Caracas, em 1992. Este tipo de objectivo está agora profundamente enraizado no planeamento nacional e internacional de conservação, mas deve ser substituído por uma abordagem que tenha em conta os padrões de biodiversidade. 

A doutora Ana Rodrigues, do Center for Applied Biodiversity Science (Cabs) em Washington, e o seus colegas de vários países usaram uma técnica de análise de intervalos para avaliar a actual rede de protecção e identificar "buracos" na sua cobertura. O procedimento envolveu a comparação de um mapa de mais de 100000 áreas protegidas com mapas de distribuição de mais de 11633 espécies pertencentes a 4 grupos. 

O que descobriram foi que a relação entre as áreas protegidas e os padrões de biodiversidade não era regular. Diferentes países necessitam de diferentes níveis de protecção, mas apenas os países ricos podem suportar essa protecção, explica Rodrigues. Quase todos os locais onde detectamos estas falhas estão localizados em países dos mais pobres do mundo, pobres em recursos económicos mas ricos em biodiversidade. 

 

Os países com maiores falhas de protecção de espécies ameaçadas incluem China, Índia, Sri Lanka e Madagáscar. A biodiversidade que se encontra nesses países não é apenas nacional, é um património mundial. assim, também é mundial a responsabilidade de proteger essa biodiversidade nesses países. 

De modo geral, 20% de todas as espécies ameaçadas foram identificadas como não tendo protecção. Das espécies ameaçadas, 14% dos mamíferos, 19.8% das aves, 10.1% das tartarugas e 26.6% dos anfíbios estão nesta situação. 

O co-autor do estudo Lincoln Fishpool, da BirdLife International, comentou: o estudo descobriu que as maiores áreas protegidas do mundo excluem 37% de todas as espécies de aves ameaçadas. Apesar de isto ser melhor do que se as áreas protegidas tivessem sido escolhidas ao acaso, mostra que é necessário criar novas zonas. 

Os autores alegam que o número de espécies protegidas pela presente rede de conservação pode estar sobrestimada, pois no estudo assumiu-se que as áreas protegidas eram adequadas para todas as espécies, bem como que as espécies podem ser protegidas com eficácia em todo o seu habitat natural. 

Gustavo Fonseca, vice-presidente executivo da Conservation International comentou: devemos focar a nossa atenção especialmente nesses locais com maior concentração de espécies endémicas e/ou ameaçadas. 

 

 

Saber mais:

Center For Applied Biodiversity Science

 

 

Comentar esta notícia           Imprimir

 

Recebeu este boletim através de um amigo??

Faça a sua própria subscrição aqui!!

Se não deseja receber o boletim Born to be Wild clique aqui!!

Respeitar os animais é respeitarmo-nos a nós próprios!

@ Born to be Wild, 2004


Return to Archives

Newsletter service by YourWebApps.com