2004-04-06

Subject: Genes de canguru podem ajudar na produção de leite

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Genes de canguru podem ajudar na produção de leite

 

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Um cientistas australiano considera que o estudo do genoma do canguru pode ajudar os investigadores a modificar genes de vacas, de forma a que produzam um leite mais nutritivo. 

A produção do leite nos cangurus é de especial interesse para alguns cientistas porque estes animais produzem 3 tipos distintos de leite, de acordo com a idade do embrião. Esta investigação é parte do Kangaroo Genome Project, um projecto australiano para sequenciar todo o genoma deste marsupial. 

No futuro, e depois de muito debate, este gene poderá ser implantado numa vaca para produzir tipos especiais de leite, considera Jenny Graves, investigadora da Australian National University.

Através da compreensão dos genes que controlam a produção do leite nos cangurus lactantes, os cientistas poderão, talvez, incorporar esses mesmos genes no genoma bovino, permitindo a produção de tipos especializados de leite altamente nutritivo. 

Posso imaginar aplicações potenciais, como no caso de embriões particularmente pequenos, dado que os embriões de canguru têm o tamanho de uma ervilha ao nascer, diz Graves. Os embriões ainda nem estão totalmente formados, pelo que esse leite está cheio de factores de crescimento. Esse tipo de leite seria óptimo para crianças muito pequenas ou prematuras. 

O Kangaroo Genome Project é uma colaboração entre os principais geneticistas australianos para sequenciar a totalidade do genoma do canguru em apenas 5 anos. Comparando o genoma humano com o do canguru poderemos ver o passado porque estas espécies apenas partilham um ancestral comum há 180 M.a., explica Graves. 

 

Muitos dos genes que se mantiveram inalterados devem ter uma especial importância, enquanto outros, menos significativos, se alteraram. Os ratos apenas divergiram há 80 M.a. e estão muito aparentados. 

O genoma do canguru também foi importante para a compreensão do percurso do cromossoma Y, que determina o sexo masculino. Este cromossoma tem vindo, misteriosamente, a diminuir de tamanho ao longo de um vasto período de tempo, estimando o seu desaparecimento completo em cerca de 9 M.a. 

Os investigadores acreditam que o cromossoma Y do canguru merece especial atenção, pois, tal como no Homem, é especialmente curto. Temos vindo a analisar quais os genes presentes no cromossoma Y do canguru também podem ser encontrados no do cromossoma do homem, refere Graves. Este estudo levou-nos a demonstrar que apenas resta um segmento diminuto do cromossoma Y original, apoiando a teoria de um cromossoma em degeneração. 

A investigação do embrião do canguru também poderá ter implicações na fertilização in vitro humana. De uma forma única, o embrião do canguru tem a capacidade de parar e reatar o seu desenvolvimento, entrando quase num estado de dormência. Era espantoso descobrir o que causa estas alterações no embrião, para podermos usar esse conhecimento na manipulação de embriões humanos para fertilização in vitro e contracepção, conclui Graves.

 

 

Saber mais:

Kangaroo Genome

Kangaroos offer clue to global warming

 

 

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@ Born to be Wild, 2004


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