2010-01-26

Subject: Conversações sobre biodiversidade têm início

 

Conversações sobre biodiversidade têm início

 

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Dhole, cão selvagem indiano @ NatureEsforços renovados para preservar a biodiversidade mundial devem ser liderados por uma visão a longo prazo ambiciosa, que inclui uma contenção das extinções até 2050.

Esta foi a conclusão de um encontro que decorreu em Londres de decisores e cientistas entre 18 e 20 de Janeiro, o primeiro de uma série de conferências que vão debater os próximos passos para a Convenção sobre a Diversidade Biológica.

Estas discussões são uma preparação para o encontro dos países signatários da convenção a decorrer em Outubro em Nagoya, Japão, onde se espera que haja acordo sobre um novo plano estratégico.

Houve uma aceitação generalizada no encontro de que as nações não farão progressos significativos na redução da perda de biodiversidade em 2010, um objectivo que tinha sido acordado pela convenção em 2002. "Não alcançámos, como todos sabemos, as metas de 2010", diz Hilary Benn, ministra do ambiente inglesa.

O rascunho de um plano estratégico discutido neste encontro inclui 20 metas a serem alcançadas até 2020, nomeadamente garantido que "todos têm consciência do valor da biodiversidade" e que passos são necessários para a proteger. Outras metas são a eliminação dos financiamentos que são danosos para a biodiversidade e a garantia de que a agricultura, a silvicultura e a aquacultura são geridas de forma sustentável.

Mas estes objectivos e metas foram questionados por muitos no encontro.

"Parece ter havido uma concordância geral sobre a necessidade de uma visão a longo prazo para 2050 que foquem as mentes sobre as necessidades a ser alcançadas", explica Natalie Pauwels, responsável pela política de biodiversidade da Comissão Europeia. "Também houve um acordo genérico sobre que sugeriu que as metas propostas no rascunho do plano estratégico ainda não são suficientemente concretas, precisam de ser mensuráveis e precisas."

Alguns foram ainda mais longe, defendendo que é necessária mais discussão sobre as acções e metas que devem ser estabelecidas a nível internacional e quais as que devem ser deixadas aos países para decidirem a nível local.

 

"Será sequer apropriado estabelecer metas quantitativas detalhadas aplicadas a nível global?", pergunta Matt Walpole, chefe da avaliação dos ecossistemas do Centro de Monitorização Mundial da Conservação do Programa Ambiental das Nações Unidas em Cambridge, Reino Unido. "É uma questão em aberto. Queremos clarificar e focar-nos sobre as necessidades, não queremos um documento enorme e complexo com montes de detalhes que agora é."

A necessidade dos países aceitarem mais responsabilidade individual na preservação da biodiversidade foi enfatizada no seu discurso por Maria Cecília Wey de Brito, secretária para a biodiversidade e florestas do ministério do ambiente brasileiro.

Ela sugeriu que os países podiam incorporar critérios de sustentabilidade em todas as compras governamentais de bens e serviços até 2015. Os países também devem trabalhar juntos, continuou ela, para garantir que todas as espécies que enfrentam risco de extinção tenham pelo menos uma área protegida contendo uma população viável.

As conversações irão continuar em Fevereiro na Conferência a realizar em Trondheim, Noruega. 

 

 

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