2010-01-15

Subject: Organismos geneticamente modificados associados a falência de órgãos

 

Organismos geneticamente modificados associados a falência de órgãos

 

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@ Huffington PostNo que foi descrito como o primeiro e mais exaustivo estudo dos efeitos de alimentos geneticamente modificados na saúde de mamíferos, os investigadores associaram danos a órgãos internos ao consumo de milho geneticamente modificado (GM) produzido pela multinacional Monsanto.

Três variedades de milho GM da Monsanto (Mon 863, o produtor de insecticida Mon 810 e o tolerante ao herbicida Roundup NK 603) foram aprovadas para consumo humano pelas autoridades de segurança alimentar americanas e europeias, entre outras. 

Os dados utilizados para esta aprovação são, ironicamente, os mesmos que os investigadores estudaram para obter a associação aos danos aos órgãos.

O Comité Independente de Investigação e Informação sobre Engenharia Genética (CRIIGEN) e as Universidades de Caen e Rouen obtiveram os dados brutos confidenciais da Monsanto sobre os testes de alimentação de ratos realizados em 2002 após um tribunal europeu os ter tornado públicos em 2005.

Os dados “claramente sublinham os impactos adversos sobre os rins e o fígado, os órgãos encarregados da desintoxicação dietária, bem como diferentes níveis de danos ao coração, glândulas adrenais, baço e sistema hematopoiético", relata Gilles-Eric Séralini, biólogo molecular da Universidade de Caen.

Apesar de terem sido notado diversos níveis de impactos adversos sobre órgãos vitais entre as três estirpes de milho GM, a investigação de 2009 mostra efeitos específicos associados ao consumo de cada uma, diferenciados por sexo e dose.

O estudo conhecido em Dezembro de 2009 foi publicado na revista International Journal of Biological Sciences (IJBS) e está de acordo com uma análise de 2007 feita pelo CRIIGEN ao milho Mon 863, publicada na revista Environmental Contamination and Toxicology, usando os mesmos dados.

A multinacional agroquímica Monsanto rejeitou as conclusões de 2007 afirmando: “A análise conduzida por estes autores não é consistente com o que tem sido tradicionalmente aceite para uso por toxicólogos reguladores para análise dos dados de toxicologia em ratos."

Séralini explicou que o seu estudo vai para além da análise da Monsanto ao explorar os efeitos diferenciados de acordo com o sexo sobre a saúde de mamíferos, que Doull, et al. ignoraram.

“O nosso estudo contradiz as conclusões da Monsanto pois a companhia sistematicamente negligencia efeitos significativos sobre a saúde de mamíferos que são diferentes em machos e fêmeas que se alimentam de organismos geneticamente modificados, ou que não são proporcionais à dose. Isto é um erro muito sério, dramático para a saúde pública. Esta é a principal conclusão revelada pelo nosso trabalho, a única reanálise cuidadosa dos dados estatísticos brutos da Monsanto", disse ele em comunicado.

Mas há outros problemas com as conclusões da Monsanto.

 

Quando se testa a segurança de medicamentos ou pesticidas, o protocolo standard usa três espécies de mamíferos, mas os estudos em análise apenas usaram ratos e ainda assim foi suficiente para o milho GM ser aprovado em mais de doze países.

Os problemas crónicos raramente são descobertos em 90 dias, a maioria das vezes este tipo de testes decorre no espaço de um ou dois anos. Testes “com duração superior a três meses dão maior probabilidade de revelar doenças metabólicas, nervosas, imunitárias, hormonais ou cancerígenas”, escreveu Seralini, et al. na contestação ao trabalho de Doull.

Mais ainda, a análise da Monsanto comparou grupos de alimentação sem qualquer relação, o que confundiu os resultados. A refutação de Junho de 2009 explica que “para isolar o efeito do processo de transformação GM de outras variáveis, apenas é válido que se compare os organismos geneticamente modificados com os seus equivalentes isogénicos não modificados".

Os investigadores concluem que os dados em bruto de todas as estirpes de milho GM revela novos resíduos de pesticidas presentes nos alimentos e nas rações e que podem ser um grave risco para a saúde daqueles que os consomem.

Por esse motivo, apelaram a uma “proibição imediata à importação e cultivo destas estirpes GM e recomendam vigorosamente estudos a longo prazo (com dois anos de duração) e multigeracionais adicionais com alimentação de animais de pelo menos três espécies que forneçam dados verdadeiros e cientificamente válidos sobre os efeitos tóxicos agudos e crónicos das culturas GM, rações e alimentos".

A saúde humana, evidentemente, é crucial para todos nós mas os efeitos ecológicos também devem ser tidos em conta. Noventa e nove por cento das culturas GM toleram ou produzem pesticidas, o que pode muito bem ser a razão porque assistimos à morte massiva de abelhas e borboletas. Se os GM estão a dizimar os polinizadores revelar-se-ão muito mais desastrosos do que a ameaça que apresentam a humanos e outros mamíferos. 

 

 

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