2004-04-04

Subject: Gafanhotos: verdadeiras pragas bíblicas

News of the Wild

 

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Gafanhotos: verdadeiras pragas bíblicas

 

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Por toda a Austrália oriental, os agricultores lutam para sobreviver às enormes hordas de gafanhotos, mas de onde surgem estas verdadeiras pragas?

As hordas de insectos não poderiam ter surgido em pior altura para os agricultores, que ainda estavam a começar a recuperar dos fogos selvagens e da pior seca a atingir o país em 100 anos. Mas, infelizmente, essas condições de recuperação (um pouco de chuva e o crescimento de novos rebentos) são precisamente as que criaram o problema dos gafanhotos. 

A chuva causa o crescimento das ervas e das culturas, fornecendo alimento aos gafanhotos, explica Philip Blades, da Blades Biological, uma companhia que fornece insectos para projectos didácticos e de investigação. De seguida, a chuva amacia o solo, permitindo-lhes colocar os tubos de ovos, sem que morram desidratados. 

Assim, com a humidade e fornecimento de comida abundante, os gafanhotos florescem, tornando-se uma praga até que o alimento acabe. 

Esta necessidade de busca de mais comida é que despoleta a formação das hordas que devoram tudo à sua passagem. A cada dia, levantam voo cerca das 11 da manhã e voam 30 a 50 Km. 

O horror das pragas de gafanhotos não é nenhuma novidade, já no Êxodo é descrita a forma como Deus enviou uma praga de gafanhotos para punir o Egipto: quando era manhã, o vento leste trouxe os gafanhotos, que cobriram toda a terra do Egipto e todas as suas costas; enfurecidos, cobriram toda a face da Terra e essa face foi escurecida. 

Literalmente, chegaram como um nevoeiro negro, por volta do meio-dia, cobrindo e devorando todas as culturas por volta das 3 ou 4 da tarde, relatou de forma igualmente assustadora o agricultor de New South Wales Phil Thompson. Na manhã seguinte não restava nada verde. 

O senhor Thompson relatou que esperava uma colheita de 140 hectares de aveia, mas os gafanhotos colocaram-no onde estava há 12 meses atrás. 

Ciente do potencial problema, a Australian Plague Locusts Commission tinha pulverizado cerca de 185000 hectares de terra na região, tentando matar os gafanhotos imaturos antes que pudessem voar. 

 

Se não o tivessem feito, nem imagino o que teríamos passado, conclui Thompson. Mas mesmo assim, só soubemos a extensão dos danos quando as hordas se foram embora: onde tivessem pousado não restava nada. E o pior ainda está para vir, porque estes irão agora por ovos. Na Primavera, quando tivermos uma cultura viçosa, novos gafanhotos irão chocar. 

Podem existir até 40 biliões de gafanhotos numa única horda. Durante uma praga na Somália, os gafanhotos devoraram alimento suficiente para alimentar 400000 pessoas durante um ano. Essa única horda cobria 1000 Km2

Os gafanhotos podem ser vistos como uma nuvem negra a mais de 70 Km de distância, 100 metros acima do chão, explica o capitão AS Aralleh, que trabalha para a Desert Locusts Control Organisation no nordeste africano. Se atravessarmos a horda, não se vê nada através do pára-brisas. 

As hordas de gafanhotos estão a deslocar-se neste momento no sul da Algéria e da Mauritânia. Na Austrália, estão a ser combatidos principalmente com a ajuda de meios aéreos, embora o impacto destas medidas ser reduzido, contra o número impressionante de insectos. 

Cada fêmea é capaz de pôr entre 60 e 100 ovos, voltando a estar fértil em apenas uma semana. No total, cada gafanhoto vive cerca de 30 dias, mas 90% deles morre no final da migração, embora tente reproduzir-se primeiro. No entanto, isto significa que os gafanhotos formam uma importante parte da cadeia alimentar de algumas zonas do mundo, sendo mesmo comidos pelo Homem, embora os seus predadores naturais mais comuns sejam aves, répteis e mamíferos pequenos. 

 

 

Saber mais:

Australian Plague Locust Commission

Desert Locust Control Organisation for Eastern Africa

 

 

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@ Born to be Wild, 2004


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