2010-01-12

Subject: Falhar metas de emissões em 2050 reduzirá opções a longo prazo

 

Falhar metas de emissões em 2050 reduzirá opções a longo prazo

 

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@ NatureApós o falhanço do mês passado da conferência das Nações Unidas em Copenhaga em produzir um acordo vinculativo para a redução das emissões de gases de efeito de estufa, as perspectivas continuam pouco animadoras.

Um modelo de estudo sugere que a mobilização massiva necessária a reduzir a metade as emissões de gases de efeito de estufa até 2050 é "exequível por muito pouco" a não ser que os padrões de desenvolvimento global se alterem radicalmente. Esforços heróicos continuarão a ser exigidos na segunda metade do século para limitar a subida de temperatura global aos 2°C até 2100 e mesmo assim ainda teremos 50% de hipóteses de falhar essa meta.

Esse é um cenário, talvez o mais provável, explorado por um novo estudo que analisa a forma como as metas de emissões para meados do século se integram nas metas a longo prazo de limitação da temperatura global e das concentrações de dióxido de carbono atmosférico.

"Há um ponto em que adiar as reduções para mais tarde vai retirar algumas opções a longo prazo de cima da mesa", diz o co-autor Brian O'Neill, do Centro Nacional de Investigação Atmosférica em Boulder, Colorado, e do Instituto Internacional de Análise Aplicada de Sistemas em Laxenburg, Áustria.

Malte Meinshausen, criador de modelos do Instituto Potsdam de Investigação dos Impactos Climáticos, chama ao estudo "outra pedra crucial da nossa compreensão científica sob a forma como liquidamos opções por não agir o suficiente e demasiado tarde para evitar as alterações climáticas perigosas".

A equipa fundiu uma avaliação detalhada da economia da energia com um modelo climático simples para analisar os custos e a viabilidade de vários percursos de emissões para meados do século e, seguidamente, tentar determinar o que isso pode significar para o clima no período entre 2050 e 2100. 

A análise usou dois cenários base desenvolvidos pelo Painel Intergovernamental sobre Alterações Climáticas, um em que o consumo e a energia aumentam gradualmente e outro em que há um crescimento económico agressivo, mais de acordo com as tendências recentes das emissões.

O estudo analisa as probabilidades de alcançar as metas a longo prazo sobre a temperatura dadas as diferentes trajectórias de desenvolvimento e reduções de emissões ao longo dos próximos 40 anos. Por exemplo, segundo o cenário de desenvolvimento baixo, reduzindo as emissões globais de carbono para 7 mil milhões de toneladas por ano até 2050 (cerca de 16% abaixo dos níveis de 2000), iríamos obter uma hipótese de 45% de em última análise nos mantermos abaixo de 2°C. Segundo o cenário de desenvolvimento mais rápido, essa mesma redução de 7 mil milhões por ano forneceria apenas uma hipótese de 25% de nos mantermos abaixo dos 2°C. As probabilidades sobem para 70% se a meta é de 3°C.

 

Michel den Elzen, criador de modelos climáticos na Agência de Avaliação Ambiental da Holanda em Bilthoven, alerta para o facto que mesmo assim, o estudo pode ser demasiado optimista acerca da velocidade a que as novas tecnologias se poderão espalhar após 2050, particularmente as não comprovadas que combinam os biocombustíveis com a captura e sequestro de carbono para a retirar da atmosfera. Essas tecnologias podem permitir que as temperaturas e as concentrações de dióxido de carbono ultrapassem as metas antes de descerem lá para o final do século.

"Ainda está na gama do que pode ser possível mas são muito optimistas acerca da implementação", diz den Elzen. "Nós não somos tão optimistas."

O estudo sublinha as dúvidas existentes sobre a meta dos 2°C, que muitos políticos têm usado como ferramenta para adiar compromissos a curto prazo mais credíveis, acrescenta David Victor, que chefia o Laboratório de Lei e Regulação Internacional da Universidade da Califórnia, San Diego. "É interessante e ajuda bastante fazer as contas mas esta não é na realidade a forma como os sistemas políticos fazem as coisas." Victor defende pelo contrário que os decisores se devem focar nos compromissos a curto prazo, ao longo dos próximos 10 a 20 anos, em vez de fazerem grandes promessas para 2050.

O estudo realmente, no entanto, fornece novos temas de discussão sobre quando o grosso das reduções de emissões precisam de acontecer, e quanto isso pode custar. Se a meta é limitar o aquecimento a 2°C num mundo que se está a desenvolve rapidamente e não tem limitações de carbono, como actualmente acontece, os investimentos energéticos cumulativos precisariam de subir de cerca de US$47 triliões para $58 triliões. Outros cenários mais baratos tirariam vantagem dos custos em queda da tecnologia. 

 

 

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