2010-01-05

Subject: Top das 10 notícias mais importantes da década

 

Top das 10 notícias mais importantes da década

 

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Número 10 - Gasolina a 4 euros

Antes da crise financeira levar a economia mundial para o fundo, o preço do petróleo era a maior notícia de 2008. O barril de petróleo chegou a mais de $147 nesse Verão e muitos previram que chegaria aos $200. As vendas de veículos pouco eficientes a nível de consumo caiu nos Estados Unidos e muito dinheiro foi encaminhado para combustíveis alternativos, levando os políticos a redescobrir a "segurança energética", permitindo deixar de fora as questões do aquecimento global e das alterações climáticas fora do que se tornou um argumento puramente económico para as nossas dependências energéticas.

Mas o petróleo está novamente a $70 o barril e a velha linha da segurança energética pode estar de volta. Há sinais que muitos países estão a diluir as suas leis climáticas com as previsões que encorajam novas perfurações, especialmente nos Estados Unidos. Faz-nos pensar: se o dinheiro (sob a forma de preços de combustíveis proibitivamente altos) não nos deram o pontapé nas calças necessário para nos libertar da dependência dos combustíveis sujos, o que o fará?

Numero 9 - Contaminação da água

A água de que nós e todas as formas de vida dependem está comprovadamente carregada de medicamentos semelhantes a estrogénios, para além de BPA, retardantes de chama, atrazina e muitos outros químicos. 

A descoberta surgiu primeiro sob a forma de rãs e depois peixes a mudar de sexo, tendo continuado por encontrar maior quantidade desses químicos nos lagos e rios do que alguma vez se imaginava, desde garrafas de plástico a medicamentos, pesticidas e outros químicos produzidos pelo Homem. 

Número 8 - Evolução rápida

Quando Charles Darwin formulou a sua teoria da evolução, estava a pensar em termos de evolução à escala geológica, tempo suficiente para conduzir alterações genuínas em animais e plantas, mas esta década assistiu a situações que desafiam seriamente esta ideia.

Sapos dos canaviais invasores na Austrália desenvolveram patas mais compridas ao longo da invasão e as cobras nativas que os enfrentaram desenvolveram maxilares menores, que as impedem de comer os sapos venenosos. A lista de animais que mostra sinais de evolução tem crescido, criando a esperança de que algumas espécies se possam adaptar de forma a sobreviverem a desafios criados pelo Homem, como as alterações climáticas.

Número 7 - Espécies para cá e para lá

A década que terminou viu algumas espécies a ser empurradas e outras a serem resgatadas da extinção, enquanto outras ainda se estão a tornar invasivas. Em Novembro de 2009 foi dado a conhecer que mais de 17 mil animais estavam em vias de extinção, incluindo: ursos polares, que têm sido icónicos e contribuído para o movimento de acção para minimizar os riscos das alterações climáticas antropogénicas; golfinho Baiji, dizimado pela rápida industrialização chinesa. Lobos, águias carecas e ursos pardos foram retirados da lista de espécies ameaçadas, enquanto o escaravelho do pinheiro, os sapos dos canaviais e pitões reticuladas descobriram novos lares muito confortáveis devido às acções humanas e às alterações climáticas.

Número 6 - Terramoto de Shichuan

A 12 de Maio de 2008 o décimo nono terramoto mais mortífero de todos os tempos atingiu o sul da China. O sismo de magnitude 7,9 foi o mais forte a abalar a China desde o de Chayu de 8,5 que ocorreu há 58 anos, quando o país era muito diferente do que é hoje. 

A ciência do sismo e as milhares de réplicas ainda continuam mas a reacção imediata do mundo foi a inversão dramática da animosidade internacional que tinha tido início com as Olimpíadas de 2008 e as questões relativas aos direitos humanos, poluição do ar e mesmo independência do Tibete. 

Número 5 - Furacão Katrina

O furacão Katrina fez parte da estação atlântica de furacões mais activa de que há registo. Em 2005 ocorreram 28 tempestades com nome, incluindo os furacões Rita e Wilma. A estação chamou a atenção do público para a possibilidade de o aquecimento global estar a fazer-se sentir mas será isso verdade? 

A questão levou a uma série de pesquisas despoletadas por um estudo publicado um mês antes do Katrina pelo meteorologista Kerry Emanuel. Os seus dados mostravam um aumento da força dos furacões no Atlântico norte nos últimos 30 anos. A resposta final pode ainda não ter sido escrita mas as pesquisas mais recentes sugerem que ainda que o número de furacões possa não aumentar, o aquecimento das águas do oceano está a criar furacões mais poderosos.

Número 4 - Tsunami de Sumatra

Visto do espaço ou através do olhar desinteressado das simulações de computador, o grande sismo de Sumatra-Andaman de 2004 teria sido um acontecimento silencioso e curioso, uma pedra sísmica caída no oceano Índico, mas para os habitantes humanos as ondas que dele propagaram até às costas de África e Indonésia foram bem mais significativas.

 

O tremor de magnitude 9,1 e o gigantesco tsunami que se lhe seguiu levou mais de um quarto de milhão de vidas, o que o torna um dos maiores desastres naturais da história da humanidade. No seu seguimento, os estudos sobre tsunamis renasceram e receberam atenção mediática. Ficou a saber-se, por exemplo, que o sismo gigante acelerou a rotação da Terra e fê-la oscilar no seu eixo. Os esforços para educar pessoas que vivem em zonas de risco de tsunami foram incrementados.

Número 3 - Novas doenças

Novas pragas do mundo natural continuaram esta década a escapar para o Homem e criar novos ataques, o mais notório com o surto de 2009 de H1N1, mas também com a gripe das aves, a pneumonia atípica e muitas outras. A tuberculose também regressou, com a ajuda da pandemia de HIV.

Mas mesmo a vida selvagem tem enfrentado ameaças, surtos de velhos e novos vírus e florescimentos de algas que causam mortes em massa, com centenas de corpos a cobrir as praias. As alterações climáticas estão a desempenhar um papel, tal como a perda de biodiversidade, fertilizantes nas águas, pesca excessiva, entre muitos outros impactos humanos.

Número 2 - Oceanos em crise

A ideia de que os nossos oceanos são tão vastos que estão imunes a qualquer actividade humana morreu de uma forma terrível esta década. É verdade que os oceanos são vastos mas as actividades humanas não são negligenciáveis, como o demonstra os gigantes vórtices de plástico encontrados em todos os oceanos, emaranhando e matando a vida oceânica.

Águas excessivamente quentes em zonas como as Caraíbas, mas não só, chocaram os cientistas ao causar branqueamento dos corais e a pesca excessiva está a retirar-nos do prato uma espécie a seguir à outra. Um estudo previu o colapso da maioria dessas espécies até 2048. Se continuarmos a lançar dióxido de carbono para a atmosfera ainda ficará pior pois o gás penetra nos oceanos e acidifica-os, tornando-os hostis às criaturas com concha que são a base desses ecossistemas em todo o globo.

Número 1 - Aquecimento global

Quando o século XXI começou, os climatólogos pensavam que a gigantesca calote de gelo que cobre a Groenlândia e a Antárctica iriam derreter lentamente ao longo das suas orlas, mais lentamente do que o aquecimento global do clima mas esta década, a mais quente de que há registo, demonstrou que estavam enganados.

Os glaciares têm derretido muito mais depressa do que se esperava e os investigadores têm tido dificuldade em perceber porquê. A tendência de aceleração de degelo não está restrita aos pólos, os glaciares europeus estão a entrar na sua última década, segundo estimativas recentes.

As famosas neves do Kilimanjaro e de outras montanhas de baixa altitude podem desaparecer por completo. O espesso gelo perene do Árctico está a desaparecer rapidamente, tornando prováveis Verões sem gelo no oceano Árctico.

Há consequências globais deste degelo. A subida do nível do mar vai tornar mais cidades e ilhas vulneráveis a inundações catastróficas como a que quase 'matou' Nova Orleães. Os glaciares de montanha trazem água doce a milhões de pessoas em todo o mundo e, seja de que forma se olhe para a situação, menos gelo origina um planeta menos agradável para todos nós. 

 

 

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