2009-12-31

Subject: Não acreditem nos cépticos climáticos!

 

Não acreditem nos cépticos climáticos!

 

Dificuldades em visualizar este email? Consulte-o online!

Acredita que o Homem está a contribuir para as alterações climáticas?

"A ciência não é uma democracia, o consenso não significa nada, em tempos a maioria acreditava que a Terra era plana!"

Ultimamente, o refrão de que o consenso científico é irrelevante tornou-se uma frase preferida entre os cépticos climáticos e os que negam as alterações climáticas e o aquecimento global. Mas estão errados e Sami Grover explica porquê.

Como todas as melhores meias-verdades, a falácia de que o consenso esmagador sobre ciência climática "não significa nada" tem raízes num facto real e importante, a ciência não é uma democracia e os factos são tudo o que interessa. 

Os proponentes desta ideia falham é ao não perceber que estas evidências só são válidas para aqueles que têm uma formação científica adequada para as avaliar adequadamente e no seu próprio contexto. Os cépticos e negadores têm razão em defender que basta um estudo inovador para provar que o aquecimento global é falso, ou mesmo para provar que é uma farsa, criada por mentes diabólicas com intenções escusas. 

Mas onde este argumento cai por terra é na constatação de que esse tal estudo inovador e revelador consistentemente se recusa a surgir.

As evidências conduzem ao consenso. Os cientistas adoram provar que teorias consideradas dogmas não estão correctas e perturbar o status quo. A ideia de que os cientistas podem estar em posse de conhecimento que levaria à maior perturbação da ciência da história recente e simplesmente ficam sentados nas mãos devido à pressão dos seus pares ou para garantir fundos é ridícula para todos os que sabem minimamente o modo de funcionamento da ciência.

É verdade que há artigos a correr a blogosfera questionando alguns desses dados ou um dado gráfico mas todas as vezes esses artigos têm sido colocados de lado e desacreditados por outros cientistas seus pares. Se assim não acontece, os dados são revistos, métodos de investigação actualizados e, adivinhem? O consenso permanece.

E não nos esqueçamos da ideia de que as manchas solares podem de alguma forma ser responsáveis pelas variações climáticas, cujas alegadas evidências forma analisadas e descartadas por Foukal et al na revista Nature, e cujos principais proponentes parecem ter dificuldade em disponibilizar o seu código para análise. Até à data, não se ouviu nenhum grito de ultraje do grupo dos cépticos sobre esta recusa.

O importante a reter é que todos os artigos ou trabalhos que surgem, revisto por pares ou não, tem sido exaustivamente discutido e desmontado por cientistas, climatólogos e leigos, e, ainda assim, o consenso científico permanece sólido.

Sim, há pessoas que optam por acreditar que o punhado de investigadores que continuam a negar as alterações climáticas e o aquecimento global, e estão no seu direito, mas dado o facto de que a maioria de nós sabe muito pouco sobre ciência climática, é impossível discutir o significado de dados ou outras evidências de forma significativa, o que fará perceber de que todos eles apontam na mesma direcção.

 

No fim de contas, todos aqueles de nós que não são peritos escolhem em que lado querem acreditar e, tal como um jurado tem em linha de conta tanto a credibilidade das testemunhas de um crime e o consenso derivado de diferentes testemunhos, também nós observadores precisamos de fazer uma análise saudável e rigorosa do que é dito e por quem.

Dependemos dos neurocientistas para discutir a controvérsia que por vezes surge no seu campo, tal como dos biólogos evolutivos. Assim, também é preciso a aprendizagem disciplinada e extensiva de um cientista climático para compreender a ciência climática. Claro que há pessoas que dizem que é tudo uma treta, tal como há outras que indicam "artigos de investigação" negando a ideia da evolução ou a ideia de que o HIV é a causa da SIDA. Mas para essas alegações terem alguma validade, precisam de aguentar a discussão com outros para além de cientistas amadores, bloggers irritados e interesses velados, precisam de ser submetidos ao rigor da revisão científica por pares.

E para aqueles que defendem que o "climate gate" demonstrou de alguma forma que a revisão por pares é inválida, peço apenas que me demonstrem como. Até à data, tanto quanto sei, o pior que veio a lume foram algumas observações sobre esforços para manter dois artigos fora do relatório do IPCC (ambos acabaram no relatório logo se foi uma conspiração, foi uma espantosamente falhada) e de que os climatólogos do CRU acreditavam que os seus colegas deviam boicotar uma revista que consideravam praticar má ciência. Os editores dessa revista demitiram-se mais tarde devido à quebra do processo de revisão por pares na revista.

Por isso, não se acanhem, façam chegar as vossas "provas" de que o aquecimento global antropogénico é uma falácia mas como sou um homem ocupado, se tiverem um artigo particularmente importante também era mesmo bom que publicassem as credenciais dos investigadores, os fóruns em que apareceu (revisto por pares ou não) e o motivo porque pensam que terá mais credibilidade do que, por exemplo, o Comité de Ciência Atmosférica e do Clima do Conselho Nacional de Investigação, a NASA ou a avaliação dos dados do CRU feita por Wood e Steig.

Entretanto, por favor não me digam que não significa nada que milhares e milhares de peritos formados por todo o mundo, de todos os quadrantes políticos e origens, continuem a acreditar que as alterações climáticas antropogénicas são uma questão crucial, a não ser que também me possam dizer porque motivo estão melhor qualificados para me dizer o que realmente está a acontecer. 

 

 

Saber mais:

Plantas e animais em corrida pela sobrevivência à medida que alterações climáticas varrem o globo

Subida do nível do mar pode exceder as piores expectativas

Cientistas reafirmam que Homem é a causa das alterações climáticas

Nature pronuncia-se sobre o escândalo "Climategate"

Desmontando a teoria da conspiração climática

Nuvens de tempestade pairam sobre fuga de e-mails

 

 

Twitter simbiotica.orgFacebook simbiotica.orgFlikr simbiotica.orgYouTube simbiotica.orgClique para deixar de subscrever esta newsletter

Se não deseja voltar a receber o boletim News of the Wild clique aqui!!

 

simbiotica.org  |  Arquivo  |  Comentar  |  Busca Contacte-nos  |  Imprimir  |  @ simbiotica.org, 2009


Return to Archives

Newsletter service by YourWebApps.com