2004-04-03

Subject: Cruel ou crucial?

News of the Wild

 

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Em destaque:

Cruel ou crucial?

 

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O governo inglês rejeitou o apelo para a proibição do abate de animais segundo os métodos halal e kosher, obrigatórios para os muçulmanos e para os judeus, respectivamente. Enquanto os activistas dos direitos dos animais consideram o processo cruel, as comunidades muçulmana e judaica contrapõem que regras ditadas pelos seus textos religiosos antigos não podem ser alteradas. 

No ano passado, a Farm Animal Welfare Council (FAWC) referiu que o abate de animais sem os atordoar era causador de terríveis sofrimentos, mas as regras para a obtenção de carne halal e kosher dizem que os animais devem ser mortos com um único corte no pescoço e nada mais. O animal tem que estar vivo e de boa saúde antes do abate, segundo a Tora judaica e o Corão muçulmano. 

A presidente da organização dos direitos dos animais, Judy MacCarthy-Clark, considera importante que o seu trabalho tenha, pelo menos, algumas alterações no tratamento dos animais, antes e durante o abate. 

Apesar do governo ter excluído a possibilidade de proibir totalmente o corte da garganta sem atordoamento prévio, está ainda a analisar a possibilidade de atordoar os animais imediatamente após o golpe, colocando-os inconscientes. Já é significativo que o governo considere que existe dor e sofrimento, conclui. 

Este aspecto da questão irritou a comunidade judaica. A Shechita UK tem tentado despertar a comunidade para o método humano e religioso judaico de abater animais para comida, conhecido por "shechita". 

O seu presidente Henry Grunwald, considera que o governo não forneceu todos os dados ao público, mas a sua organização tenciona provar que esse tipo de abate é humano e não deve ser impedido. Os que se opõem ao método apenas o fazem devido a ignorância ou por má vontade para com os judeus, conclui. 

O presidente da Halal Food Authority (HFA), Masood Khawaja, tem dúvidas quanto à sugestão de atordoar os animais após o corte. É vital para o Corão que o sangue do animal corra para fora do seu corpo segundo as suas convulsões naturais. O motivo porque tais regras são tão importantes é que o Corão proíbe os muçulmanos de comer carne já morta e sangue corrente, explica Khawaja.

Algumas pessoas olharam para estas regras e decidiram que o método muçulmano é cruel, mas se for usada uma faca afiada na garganta do animal, não existirá sofrimento. Os métodos muçulmano e judeu não podem ser alterados porque estão escritos nos livros sagrados. 

MacCarthy-Clark refere que a FAWC compreende o facto de tais práticas fazerem parte da religião desses povos há milhares de anos, mas se estes eram os métodos mais humanos conhecidos na época em que foram escritos, muito tem mudado desde então. 

 

Outras Notícias:

Força de braços levou os animais para fora da água

 

A descoberta de um antigo osso do membro anterior está a ajudar os cientistas a compreender a forma como os animais aquáticos evoluíram para terrestres. 

O pequeno osso com apenas 7,5 cm encontrado na Pennsylvania e pertencente a uma animal de água doce com 370 M.a., apresenta características que indicam que fazia parte de um membro muito mais forte do que antes se pensava. 

A descoberta sugere que estes primeiros animais usaram os braços para bem mais do que chapinhar na água, poderiam ser capazes de fazer flexões. Os cientistas pensavam que os membros eram usados para remar e não para andar, diz Jennifer Clack, zoóloga da Universidade de Cambridge, mas agora pensam que deveriam ser capazes de fazer algo intermédio entre nadar e caminhar quando ainda viviam na água. 

Estas criaturas ancestrais tinham guelras e caudas, como os peixes, mas pareciam salamandras. Muitos dos seus ossos foram descobertos e datados a partir do estudo das rochas em que foram fossilizados. 

Este novo osso apresenta uma textura única, nunca antes vista: um padrão de cristas que indicam que estava associado a músculos peitorais fortes, segundo Neil Shubin, perito em evolução da Universidade de Chicago e autor principal do estudo. 

Para além de indicadores de força, a orientação das cristas ósseas revela que o movimento principal do braço era para cima e para baixo, não para os lados, diz Clack. 

Os animais teriam, eventualmente, usado os seus fortes membros para se levantar da água e evoluir para animais terrestres, há cerca de 350 M.a. Os detalhes são pouco claros, não se sabendo, por exemplo, até que ponto estavam desenvolvidos em meio aquático, antes de gatinharem para terra. 

 

 

Saber mais:

Farm Animal Welfare Council

Halal and Kosher slaughter 'must end'

 

 

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@ Born to be Wild, 2004


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