2009-12-23

Subject: Nada de significativo agora, talvez depois ...

 

Nada de significativo agora, talvez depois ...

 

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cop15 bella center photo

Vão continuar a surgir muitas análises sobre o que aconteceu na Cimeira sobre o Clima das Nações Unidas, vulgarmente abreviada para a já célebre sigla COP15, mas a primeira impressão de muitos de nós, expressa com muita clareza por figuras como Naomi Klein ou Bill McKibben na sala de imprensa do centro, é que o mundo basicamente concordou em não fazer nada de significativo acerca das alterações climáticas.

Os incrementalistas vão sem dúvida apelidar este resultado de "primeiro passo" mas estamos mais inclinados para concordar com os rápidos comentários de Kein, feitos imediatamente após o discurso de Obama: "Estamos na realidade perante cinco passos na direcção errada. Passámos de ter um tratado legalmente vinculativo na forma do Protocolo de Quioto, ainda que fosse um tratado não assinado pelos Estados Unidos mas esse país nunca jogou bem com coisas incomodativas como a lei internacional, para um 'chega para lá' não vinculativo e semi-inspiracional."

Obama disse que será preciso trabalho árduo para chegar a alguma coisa como um tratado legalmente vinculativo e deu a entender que tal pode ser possível em 2010 mas se calhar é melhor não sustermos a respiração.

Na nossa opinião, é preciso continuar a fazer pressão, a agitar, a exigir que mais acções sejam desenvolvidas. Acções que estejam de acordo com a ciência, a consciência e o dever moral da Humanidade. Todos somos precisos nesse esforço, a voz de cada um conta e pode ser crucial.

A organização ambientalista Friends of the Earth vai ao cerne da questão afirmando: "As negociações sobre o clima em Copenhaga produziram um acordo fantoche sem exigências reais de qualquer país. Não é um acordo forte nem justo, nem sequer é um verdadeiro acordo. É apenas uma apresentação com novo formato de posições antigas a fingir que se tem algo de novo." 

 

"As acções que sugere para os países ricos causadores da crise climática são extraordinariamente inadequadas, o que torna este um resultado desastroso para todas as pessoas espalhadas pelo mundo que enfrentam os impactos negativos de um clima destabilizado", concluiu o seu porta-voz.

As alterações climáticas podem ser uma oportunidade evolutiva para a consciência humana, uma oportunidade para lidarmos com a iniquidade que nos rodeia e um tempo em que, acreditemos ou não, as alterações positivas são muito possíveis.

É pena que este momento tenha sido desbaratado e perdido mas vamos encontrar-nos novamente no México e na COP16 ... 

 

 

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