2003-10-14

Subject: Islândia: baleias no mar ou no prato?

 

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Islândia: baleias no mar ou no prato?

 

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Em Reykjavik, na Islândia, o restaurante Trir Frakkar está cheio de clientes, na sua maioria turistas estrangeiros hesitando entre os pratos de peixe e algo um pouco mais suculento. 

Quando este país do norte do Atlântico retomou a caça à baleia, após uma pausa de 14 anos, em Agosto, numerosas campanhas ambientalistas tentaram que a opinião pública condenasse esta atitude e o governo islandês.

No entanto, muitos turistas não parecem importar-se com o facto de um país que oferece viagens para a observação de baleias as ofereça igualmente no prato. Quantas pessoas se podem gabar de terem comido um bom bife de baleia?, pergunta um norte-americano após a sua refeição.

Segundo o chef do restaurante Trir Frakkar, a maioria da carne de baleia que servem é vendida a turistas estrangeiros. A baleia esteve no menu, ao longo destes últimos 14 anos, sempre que esteve disponível. apesar da Islândia ter cumprido a moratória internacional na caça à baleia. Nessa época, a carne era retirada de carcaças que davam à costa ou de animais que morriam enredados nas redes de arrasto.

O sashimi de carne de baleia é um dos pratos preferidos. A carne de baleia anã Balaenoptera acutorostrata, capturada numa rede de pesca há alguns meses, é servida crua, ao estilo japonês, com rabanetes e molho de soja. 

Neste restaurante, um rorqual comum Balaenoptera physalus, o segundo maior animal da Terra, logo atrás do rorqual azul, alimentou cerca de 150000 pessoas, desde que foi colocada no congelador em 1989. Dessas pessoas, 80% foram turistas americanos, ingleses, franceses, alemães e japoneses. Os japoneses preferem o rorqual azul à baleia anã, refere o chef.

A comissão internacional de caça à baleia baniu a caça comercial em 1986, devido a estudos terem revelado que sete das treze espécies de grandes baleias estavam seriamente ameaçadas de extinção. A Islândia aceitou a moratória após 3 anos, devido às pressões internacionais.

Este Verão, no entanto, retomou a caça à baleia, alegando estudos de impacto dos grandes cetáceos nos stocks pesqueiros da área, cruciais para a sua economia. Segundo o governo islandês, existem 70000 baleias anãs no Atlântico norte, pelo que a espécie não está ameaçada e pode ser caçada.

A caça deste ano será de 38 baleias anãs, que a Islândia espera expandir para 100, juntamente com outros 100 rorquais comuns e 50 baleias boreais Balaenoptera borealis, anualmente. saliente-se que as duas últimas espécies são consideradas em perigo de extinção. 

Os grupos ambientalistas manifestaram a sua indignação relativamente aos planos islandeses, que parecem mais relacionados com interesses comerciais que com verdadeira pesquisa.

Apesar de cerca de 3/4 dos islandeses apoiarem a retoma da caça da baleia, segundo as sondagens publicadas pelo governo, muitos jovens nunca provaram carne de baleia. Poucos são os restaurantes que a servem e não é fácil encontrá-la nos supermercados. Esta geração perdida não parecia a carne de baleia, com raras excepções. Por esse motivo, alguns activistas pró-caça têm lançado campanhas nos meios de comunicação, bem como publicado livros de receitas de carne de baleia.

A carne de baleia oxida-se rapidamente em contacto com o ar, tornando-se escura e emitindo um forte cheiro a peixe. Estas recordações da infância de muitos islandeses pobres, quando este era um alimento barato, não são agora agradáveis, fazendo com que as pessoas não comprem a carne.

 

 

 

Outras Notícias:

Campanha a favor do ecoturismo na Islândia

 

Na Islândia, a industria do ecoturismo, com observação de baleias, tornou-se uma importante fonte de rendimentos Muitos acreditam que o governo islandês deve estar atento a outras formas de desenvolvimento que não entrem em conflito com a conservação das baleias. Acreditamos que a Islândia terá mais vantagem em manter as baleias vivas do que em vender a sua carne. 

Assim, ajude a Greenpeace e outras organizações conservacionistas de todo o mundo a pedir ao governo islandês a terminar a caça à baleia de vez e procurar outras vias de obter riqueza para o seu povo.

Os seus planos de férias podem ajudar a salvar esta baleia!

 

Saber mais:   

Iceland, Greenpeace, and whales

International Whaling Commission

International Fund for Animal Welfare - stop whaling now

 

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@ Born to be Wild, 2003


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