2009-12-18

Subject: Novo acordo climático pode ter de esperar por 2010

 

Novo acordo climático pode ter de esperar por 2010

 

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Quem o diz é a presidência dinamarquesa. Quando faltam menos de dois dias para o fim do encontro, mantém-se a divisão entre países desenvolvidos e em desenvolvimento quanto a quem deve fazer reduções, qual a sua dimensão e da ajuda aos países em desenvolvimento.

Numa altura em que negociações em Copenhaga se mantêm num impasse apesar de avistar já o fim dos trabalhos, a presidência dinamarquesa baixa as expectativas em relação aos resultados da Cimeira do Clima. Com efeito, um dia depois da demissão da Presidente Connie Hedegaard, que foi substituída pelo Primeiro-Ministro Lars Loekke Rasmussen, as autoridades prevêem que um acordo global só será, provavelmente, conseguido num encontro que decorrerá no México no próximo ano.

Passados 10 dias do início do encontro de Copenhaga, chegou ao fim a fase de elaboração dos textos pelos técnicos. Os líderes políticos que começaram a chegar ontem estariam então agora incumbidos de acordar os últimos detalhes e assinar o novo acordo mas na realidade ainda há muito a debater.

Com efeito, permanecem por definir questões centrais do novo acordo como quem fazer cortes nas emissões, qual a sua dimensão e qual a dimensão da ajuda aos países em desenvolvimento para que façam face aos impactos das Alterações Climáticas e optem pelos mecanismos de desenvolvimento limpo.

Está sobre a mesa uma proposta para que sejam dois os enquadramentos legais no âmbito dos quais serão levados a cabo os esforços de combate às Alterações Climáticas. Com efeito, há quem defenda que os países que assinaram o Protocolo de Quioto devem dar a sua contribuição no âmbito deste tratado que seria ampliado por 5 ou 8 anos. Pelo contrário, os esforços de países como a China ou os Estados Unidos decorreriam ao abrigo de um novo tratado. No entanto, ainda não é certo que este cenário de um “acordo duplo” se concretizará.

Apesar das múltiplas indefinições houve recentemente alguns avanços. Com efeito, a Secretária de Estado Hillary Clinton, confirmou hoje que os Estados Unidos contribuirão com financiamento o fundo de 100 biliões de dólares a atribuir aos países em desenvolvimento. No entanto, Clinton não avançou com números concretos o que já despoletou críticas do lado dos países em desenvolvimento.

 

Por outro lado, a representante americana também recordou os compromissos a que se propõe o segundo maior emissor de gases com efeito de estufa: uma redução de 17% em 2020, 30% em 2025, 42% em 2030 e finalmente, 80% em 2050.

Angela Merkel, a chanceler alemã, já classificou a proposta dos Estados Unidos como pouco ambiciosa. Antes de partir para Copenhaga, Merkel esteve no Parlamento alemão tendo sido clara no que diz respeito ao resultado esperado de Copenhaga.

“Todos os relatórios científicos deixaram claro que se não conseguirmos limitar o aquecimento global a 2 graus, os custos irão muito mais além de uma mera alteração no nosso estilo de vida. Portanto, o mais importante é conseguir um compromisso da parte de todos os países para alcançar o objectivo dos dois graus o que implica limitar o aquecimento global a um máximo de dois graus Celsius relativamente aos níveis do período pré-industrial.”

Os países mais pobres e vulneráveis da África e Ásia bem como as nações das ilhas do Pacífico propuseram a limitação da subida da temperatura a 1ºC ou 1,5ºC, sendo mais ambiciosos que os países desenvolvidos, mas segundo um correspondente da BBC em Copenhaga, neste momento corre-se o risco de falhar até a meta dos 2ºC.

Resta agora esperar que, nestes últimos dois dias, os líderes políticos - sobre quem recai, em última instância, a responsabilidade - estejam preparados para dar o máximo para conseguir o que ainda não foi conseguido nos 10 dias que já dura o encontro - o acordo.

 

 

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