2009-12-15

Subject: Cimeira de Copenhaga em dificuldades?

 

Cimeira de Copenhaga em dificuldades?

 

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(Imagem: AP)Um dia cheio em Copenhaga assistiu ontem levou a que disputas levassem à perda de cinco horas vitais de tempo de negociações e a que as Nações Unidas e os organizadores dinamarqueses fossem acusados de pôr de lado os países em desenvolvimento ao realizarem consultas informais com países seleccionados.

"O desastre já começou porque não se encurtou o fosso, não nos mexemos de todo", comentou um negociador asiático. "Estamos apenas a tentar tapá-lo com retórica política."

O rancor que tem atravessado a cimeira entre os países desenvolvidos e os em desenvolvimento voltou à tona quando o grupo africano e outros acusaram o representante das Nações Unidas na presidência da cimeira de tentar "matar" o Protocolo de Quioto. 

O problema não é o facto de Quioto ser o único tratado legalmente vinculativo que obriga os países ricos a cortar as suas emissões de gases de efeito de estufa mas antes o facto destes países se queixarem que o Tratado não faz exigências aos países em desenvolvimento, particularmente à China e à Índia, cujas emissões de carbono subiram em flecha e vão dominar o crescimento futuro.

O tempo perdido foi "muito lamentável", referiu o secretário para as alterações climáticas Ed Miliband. "Não fizemos um trabalho muito brilhante hoje e estamos a quatro minutos para a meia-noite." Os ministros começaram a chegar ontem para a parte ao mais alto nível das conversações.

As negociações seguiram caminhos paralelos: o caminho Quioto e o caminho não Quioto. Os Estados Unidos, Japão, Austrália e outros querem um rascunho de tratado a partir do caminho não Quioto mas após um intervalo longo e diplomacia frenética por parte das Nações Unidas e da Dinamarca, ficou acordado que os caminhos paralelos vão continuar. Isso significa que os líderes mundiais terão que lidar com dois rascunhos de tratado quando forem tomar as decisões finais, o que foi considerado uma vitória pelos países em desenvolvimento.

Victor Fodeke, chefe da unidade especial para as alterações climáticas da Nigéria, referiu: "África está no corredor da morte, foi posta de parte por alguns países. Se houver alguma tentativa para remover um dos caminhos negociais torna-se óbvio que este comboio vai descarrilar."

Já Miliband disse: "Pode haver uma decisão política geral expressa nos dois documentos, há uma vontade real de substância. Compreendo a ansiedade dos países em desenvolvimento, que não queiram declarar o fim do Protocolo de Quioto antes de um novo acordo estar firmado."

Uma fonte do governo inglês considera que ainda há tempo para um acordo: "Esperamos que este acordo esteja pronto quando os líderes chegarem, com excepção para os números finais, mas vai levar algum tempo para os líderes os preencherem."

O líder do governo inglês e outros, incluindo Kevin Rudd da Austrália e Sheikh Hasina do Bangladesh, vão chegar hoje, mais cedo que previsto.

 

A interrupção foi convocada pela presidente das conversações, Connie Hedegaard, mas a sua proposta de reunião de um núcleo de ministros de 50 das 192 nações para forçar um texto de compromisso apenas serviu para irritar os que ficavam para trás. "Os países desenvolvidos não vêm para a mesa com números reais, é esse o principal obstáculo ao progresso", disse Su Wei, negociador principal da China.

A administração Obama tentou adoçar o acordo para os países em desenvolvimento com a promessa de $350 milhões para energias limpas, uma situação que comparou com a revolução agrícola após a segunda grande guerra. O secretário para a energia americano Stephen Chu referiu não ter detectado sinais de ressentimento por parte dos países em desenvolvimento. 

Barack Obama enviou mais de meia dúzia de membros da sua equipa para demonstrar o compromisso americano na redução das emissões e em aplicar tecnologias eficientes energeticamente mas ainda é preciso persuadir, dizem os observadores.

Há um americano cujas credenciais são consideradas impecáveis, Al Gore. O antigo vice-presidente foi tratado como uma estrela de rock na sua chegada à cimeira para relatar sobre o degelo árctico. Ele referiu perante uma sala repleta que há uma probabilidade de 75% de que toda a calote de gelo marinho derreta no Verão nos próximos cinco a sete anos. 

 

 

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