2009-12-08

Subject: Cimeira sobre alterações climáticas começa com apelos a acção urgente

 

Cimeira sobre alterações climáticas começa com apelos a acção urgente

 

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A muito antecipada cimeira global de perto de 200 países, todos em busca o escorregadio terreno comum nas questões das alterações climáticas, começou esta segunda-feira com a menção do que os presentes consideram os imperativos morais e políticos. “O cronómetro chegou ao zero”, disse o chefe das Nações Unidas para o clima Yvo de Boer. “Após dois anos de negociações, chegou o momento de fazer alguma coisa."

Até 18 de Dezembro, os delegados vão tentar ultrapassar os detalhes mais polémicos que impedem a concretização de um acordo climático global. Ainda que a acção mais importante só comece mais tarde, com a chegada dos ministros e chefes de estado de topo, a abertura da conferência foi uma oportunidade para os delegados começarem a afirmar as suas posições.

Entre as barreiras mais difíceis, reconheceram já muitos dos participantes, estão as reduções efectivas das emissões de gases de efeito de estufa, particularmente no caso dos granes poluidores como os Estados Unidos e a China. Assegurar compromissos por parte das nações mais ricas do financiamento dos mais pobres, que se consideram mal equipados para lidar com um problema que não criaram também não será fácil.

Vários países anunciaram novas metas de emissões nos últimos dias, incluindo China, Brasil, Estados Unidos, Índia e África do Sul, ainda que muitos participantes tenham salientado que as metas são demasiado baixas para impedir a subida das temperaturas globais nas próximas décadas. Os compromissos assumidos até agora “não nos vão levar tão longe como é preciso para permanecer no limite dos 2ºC”, disse Koko Warner, observador da Universidade das Nações Unidas em Bona. “Não o queremos admitir porque as consequências são tão más."

Connie Hedegaard, ministra dinamarquesa que preside à conferência, salientou os compromissos recentes na redução das emissões. “Todas as declarações positivas aumentam as nossas possibilidades de ficar abaixo da meta dos 2ºC mas, como todos sabemos muito bem, ainda não chegámos lá. O mesmo se passa com o financiamento, continuou ela, salientando que chegar a um consenso nesta questão “pode ser um desafio ainda maior” do que com a redução das emissões.

Rajendra K. Pachauri, presidente do Painel Intergovernamental sobre Alterações Climáticas, falou aos delegados sobre a necessidade de acção urgente. Aludindo à recente controvérsia sobre as mensagens de e-mail trocadas entre cientistas roubadas, ele deixou alguns comentários aos que "têm dificuldade em aceitar" a ciência das alterações climáticas. Os cépticos argumentaram que os e-mail revelam provas de que o aquecimento global é menos inequívoco do que se afirma mas Pachauri mencionou uma série de tendências que reflectem robustamente o aquecimento global.

Jonathan Pershing, enviado especial do Departamento de Estado americano para o clima, referiu ter observado fortes sinais de que a conferência será crítica no arranque das reduções de emissões e da ajuda aos países mais pobres que estão a ser ameaçados de forma urgente pelas alterações climáticas, particularmente dada a decisão de mais de 100 líderes, incluindo o presidente Obama, de estar presentes. Ele considera que os esforços não serão prejudicados por países como a Arábia Saudita e outros países que citaram a questão dos e-mails para desafiar as descobertas climáticas.

 

Pershing diz que a proposta americana, que apela a uma redução das emissões em 30% dos níveis de 2005 até 2025, 42% até 2030 e 80% até 2050, estava de acordo com o que os cientistas consideram ser capaz de evitar os perigos maiores mas apenas de todos os países, incluindo as economias emergentes, fizerem a sua parte. “É uma visão que desloca os Estados Unidos para baixo na curva das emissões de gases de efeito de estufa para um nível que ainda mais nenhum país começou a contemplar." Ainda que os Estados Unidos produzam um quinto das emissões mundiais de gases de efeito de estufa, salienta ele, quatro quintos vêm de outros lados. “SE o mundo não combinar esforços, não vamos conseguir resolver o problema."

Entretanto, 56 jornais de todo mundo publicaram o mesmo editorial apelando a "acções decisivas" em Copenhaga. “Nas publicações científicas a questão já não é se a culpa é do Homem mas até que ponto temos pouco tempo para limitar os danos”, pode ler-se no editorial, que foi distribuído de forma generalizada através de uma campanha liderada pelo jornal inglês Guardian. “Mas ainda assim, até agora a resposta mundial tem sido fraca e pouco empenhada."

A inacção continuada vai devastar o planeta e criar o caos nas economias e nos modos de vida, alertam os autores do editorial. “Os políticos em Copenhaga têm o poder de mudar o julgamento da história sobre esta geração: uma geração que viu um desafio e esteve à sua altura, ou uma geração tão estúpida que viu a calamidade a aproximar-se a passos largos e não fez nada para a evitar”, continua o editorial. “Imploramos-lhes que façam a escolha certa." 

 

 

Saber mais:

A assustadora matemática do aquecimento

Modelo climático estabelece metas ambiciosas

Estimativas de reservas de petróleo distorcidas por pressão americana

O fim do caminho para Copenhaga?

 

 

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