2009-12-02

Subject: Desmontando a teoria da conspiração climática

 

Desmontando a teoria da conspiração climática

 

Dificuldades em visualizar este email? Consulte-o online!

Um dos aspectos mais estranhos da actual não-controvérsia sobre os e-mails roubados do centro de estudos climáticos é o facto de ter revelado o grau de irracionalidade da maioria do pensamento por trás da negação do aquecimento global.

Sempre foi claro que as pessoas têm razões fundamentais para resistir à ideia de que o comportamento humano está a causar alterações no clima, especialmente se estão profundamente confortáveis com os ditos comportamentos, mas muito ainda não se tinham apercebido do número de pessoas que verdadeiramente acreditam que as alterações climáticas não uma conspiração nefanda de uma elite de liberais (ou de comunistas, conforme a ideologia do crente) para ... para o quê exactamente?

É precisamente esse ponto final que carece de lógica no bando dos que negam as alterações climáticas, e podemos vê-lo agora perante o 'e-mail-gate'. Tanto quanto se percebe, estas pessoas que acham que uns tantos e-mails trapalhões de humor duvidoso trocados por um par de cientistas climáticos desacreditam a totalidade do corpo de evidências científicas sobre o tema também acreditam que tem havido uma espécie de tramóia liderada por cientistas climáticos para enganar o público.

Mas porquê?

Por que motivo os cientistas conspirariam para enganar todos e levá-los a pensar que as temperaturas médias da Terra estão a aumentar? As únicas razões realmente avançadas pelos cépticos climáticos são na melhor das hipóteses vagas e na pior ridiculamente paranóicas: pretender-se-ia "controlar o pensamento" ou criar um "governo mundial". Mesmo os gurus do cepticismo climático, como Glenn Beck e o senador americano Inhofe, não fazem muito melhor.

Parece que muitos dos cépticos têm estado tão ansiosos em que seja 'provado' que a teoria do aquecimento global antropogénico seja falsa que não se preocuparam a construir uma motivação viável para as suas conspirações, frequentemente apresentadas como lideradas por Al Gore e, agora, pelos cientistas do CRU. Ou isso ou simplesmente não se têm preocupado com nada, a sua negação é uma reacção a longo prazo contra algo que temem viole as suas liberdades pessoais, e não tem qualquer base lógica.

Uma coisa é discordar com as conclusões retiradas dos estudos, acreditar que mais investigação tem que ser feita ou negar as descobertas, outra muito diferente é acreditar que uma elite de cientistas mal-intencionados estão a construir uma vasta conspiração. Mas é isso mesmo que alguns acreditam e frequentemente são os que se ouvem mais nos painéis de comentários.

No entanto, várias sondagens têm revelado que uma parte muito significativa da população continua a acreditar que as alterações climáticas são muito reais, apesar do ataque de comentários anti-ciência climática que têm sido visto na senda da situação dos e-mails roubados. Mais do que isso, comentadores credíveis e importantes órgãos de comunicação social (Reuters, por exemplo) todos concordam que não há nada incriminador nos ditos e-mails, apenas má etiqueta.

 

Àqueles, como o senador americano James Inhof ou Roger Pilon, vice-presidente do Instituto Cato, parecem acreditar que os célebres e-mails provam a existência de uma conspiração para defraudar o público sobre as evidências de alterações climáticas antropogénicas, pergunta-se: qual é o objectivo desta conspiração? Qual é o interesse de personalidades como Barbara Boxer ou Henry Waxman? Como se explica que o governo chinês, tão claramente relutante em reduzir as suas emissões de gases de efeito de estufa, não tenha problemas em aceitar esta ciência?

Pode-se argumentar que alguns partidos políticos franceses que apoiam o consenso obre alterações climáticas o façam por influência da indústria nuclear mas como se explica que esse consenso se estenda ao Reino Unido e toda a Europa? Estão David Cameron e Angela Merkel nas garras dessa ideologia socialista anti-crescimento económico? E os cientistas? O que ganham?

Ainda não se ouviu nenhuma resposta credível, o qualquer resposta na realidade, a estas perguntas. Não é preciso ser-se um génio para compreender que a oposição ao consenso científico está extremamente concentrada nos movimentos políticos com fortes ligações ao carvão e à indústria petrolífera.

As preocupações das pessoas de que o aquecimento global as force a abdicar de luxos e confortos, levando a regulamentações governamentais indesejadas especialmente nos Estados Unidos, têm sido bem exploradas pelas companhias petrolíferas e de carvão mas ainda que possam estimular o medo e espalhar a dúvida, o que não conseguem fazer é dar uma razão válida para uma vasta maioria dos cientistas (quase todos os do campo) conspirar para impingir uma tramóia à comunidade internacional. Parece que a realidade de que existem milhares de cientistas a recolher e analisar meticulosamente dados em todo o mundo é menos convincente .... 

 

 

Saber mais:

Planos de redução de emissões podem ajudar saúde

Nuvens de tempestade pairam sobre fuga de e-mails

A assustadora matemática do aquecimento

Limitar crescimento populacional é crucial para reduzir emissões

Modelo climático estabelece metas ambiciosas

 

 

 

Twitter simbiotica.orgFacebook simbiotica.orgFlikr simbiotica.orgYouTube simbiotica.org

Se não deseja voltar a receber o boletim News of the Wild clique aqui!!

 

simbiotica.org  |  Arquivo  |  Comentar  |  Busca Contacte-nos  |  Imprimir  |  @ simbiotica.org, 2009


Return to Archives

Newsletter service by YourWebApps.com