2009-11-27

Subject: Planos de redução de emissões podem ajudar saúde

 

Planos de redução de emissões podem ajudar saúde

 

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Muitas estratégias para reduzir as emissões de gases de efeito de estufa trazem substanciais benefícios para a saúde, refere um novo estudo agora conhecido.

Mas as acções com um impacto mais dramático sobre os gases de efeito de estufa não são necessariamente os mais proveitosos para a saúde.

A 10 dias do início a cimeira de Copenhaga, um grupo de trabalho internacional publicou cinco artigos que exploram o impacto das estratégias de redução das emissões de gases de efeito de estufa sobre a saúde pública.

Os líderes da saúde pública de todo o mundo estiveram atentos à publicação, incluindo o secretário-geral das Nações Unidas Ban Ki-moon, a directora-geral da Organização Mundial de Saúde Margaret Chan, a secretária americana para o Departamento de Saúde e Serviços Humanos Kathleen Sebelius e o secretário de estado inglês para a saúde Andy Burnham.

"As políticas de mitigação do impacto das alterações climáticas têm que ser alinhadas com as políticas de protecção da saúde pública", diz Chan. As descobertas agora publicadas "podem guiar a avaliação de alternativas para mitigação e motivas escolhas mais sábias". Os artigos foram publicados pela revista The Lancet.

A equipa, liderada pelo epidemiologista Andrew Haines, da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres, modelou vários cenários para a redução dos gases de efeito de estufa. Para cada caso de estudo, os autores calcularam a redução de anos de ida ajustados a incapacidade (DALY), uma medida dos potenciais anos de vida perdidos para doenças ou morte prematura, e as megatoneladas de dióxido de carbono poupadas.

Nos sectores da energia doméstica e agricultura, a proposta com o maior impacto tanto a nível climático como de saúde foi um programa de 10 anos na Índia que pretende substituir 150 milhões de fogões caseiros de queima de biomassa por fogões de baixas emissões, segundo o autor principal Paul Wilkinson, também da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres. Num ano, o programa poderia salvar 12500 DALYs e 0,1 a 0,2 megatoneladas de equivalentes de dióxido de carbono por cada milhão de pessoas.

Comparativamente, Wilkinson descobriu que melhorar a eficiência energética no Reino Unido pouparia mais energia (0,6 megatoneladas de dióxido de carbono por milhão de pessoas num ano) mas apenas pouparia 850 DALYs, devido em parte à redução de doenças cardiovasculares e respiratórias.

 

Outra análise, liderada por Sharon Friel, da Universidade Nacional de Camberra, Austrália, analisou os efeitos da redução da produção de gado em 30%. No Reino Unido, essa alteração salvaria 2850 DALYs de doenças cardíacas e em São Paulo, Brasil, salvaria 2180.

Os autores reconhecem, no entanto, que essas estratégias não seriam uma vitória unilateral para a saúde: menos gado levaria a pior nutrição nos países de rendimentos mais baixos e melhor isolamento das casas podia levar a mais riscos devido a má qualidade do ar.

A equipa também avaliou cenários relativos aos sectores dos transportes e electricidade, incluindo o aumento do uso da bicicleta e do andar a pé em Londres e Nova Déli. Os maiores ganhos para a saúde resultariam de menos carros e mais pessoas a andar a pé em Déli, reduzindo DALYs em 13 mil quando o modelo usa a população de 2030 comparada com a mesma população nas condições 'business-as-usual'.

Ainda que alguns dos cenários tenham maior impacto sobre a saúde que outros, mesmo os pequenos benefícios valem a pena, diz Haines, que salienta que ainda que o mundo "não se possa dar ao luxo de escolher apenas uma das intervenções", as sociedades "têm a escolha sobre qual a que tem que ser abordada primeiro".

Os líderes globais esperam que as questões de saúde sejam tidas em conta em Copenhaga. Chan diz que espera que as descobertas "reforcem a urgência das negociações" e que os decisores as usem para "aproveitar uma importante oportunidade social para garantir um retorno do seu investimento".

Apesar dos efeitos da redução dos gases de efeito de estufa serem a longo termo e globais, diz ela, "os benefícios de saúde são imediatos" e mais localizados, o que pode facilitar a situação para os políticos. 

 

 

Saber mais:

The Lancet - série sobre saúde e alterações climáticas

350 - o número mais importante do planeta

Mensagem assustadora do passado sobre alterações climáticas

O fim do caminho para Copenhaga?

 

 

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