2004-03-31

Subject: Desvendado genoma da ratazana castanha

News of the Wild

 

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Desvendado genoma da ratazana castanha

 

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A ratazana castanha Rattus norvegicus é o terceiro mamífero a ter o seu genoma sequênciado, a seguir ao rato e ao Homem. A informação deverá ajudar a investigação médica e aumentar a nossa compreensão da evolução. 

A sequenciação vai aumentar a importância da ratazana na investigação médica. Ao longo do último século, a imagem da ratazana passou de transportadora da peste a ferramenta indispensável na medicina experimental e desenvolvimento de novas drogas. É o animal de eleição para o estudo da fisiologia e da farmacologia, sendo usado em campos tão diversos como as doenças cardiovasculares ou o enjoo do espaço. 

A ratazana é usada para imitar quase todos os aspectos de todas as doenças conhecidas do Homem, explica o farmacologista John Fozard da Novartis, na Suíça. O conhecimento do seu genoma vai ajudar os investigadores a descobrir doenças genéticas e discernir melhor a forma como os genes e o ambiente afectam a saúde. 

A sequência, revelada na revista Nature, tem cerca de 25000 genes, cerca de 90% deles com correspondência no rato e no Homem, o que significa que quase todas os genes causadores de doenças conhecidos no Homem têm correspondentes na ratazana, explica Richard Gibbs da Baylor College of Medicine no Texas, que liderou o Rat Genome Sequencing Consortium. Manipulando esses genes, os investigadores deverão ser capazes de tornar as ratazanas melhores modelos para doenças. 

Também deverá ajudar na descoberta de novas drogas, diz Gibbs. Ratazanas são muito usadas nos testes de eficácia e segurança de novas drogas. Não se poderá exagerar a importância do conhecimento de uma base de dados como esta, conclui. 

A nova informação permitirá uma comparação em 3 vias, dos genomas do rato, da ratazana e do Homem. Cerca de 10% dos genes da ratazana são partilhados pelo rato e ausentes no Homem, incluindo os que codificam as proteínas relacionadas com o olfacto. Isto pode explicar o excepcional sentido do olfacto dos roedores, refere Kerstin Lindblad-Toh, geneticista do Broad Institute no Massachusetts.

As ratazanas também têm mais genes para a degradação de produtos tóxicos que o Homem, logo talvez sejam mais eficientes na remoção de toxinas do seu corpo. Isto vai tornar mais difícil do que se pensava utilizar a ratazana como modelo de toxicidade para o Homem, diz Lindblad-Toh. As ratazanas ainda são usadas nesse tipo de teste, apesar dos investigadores estarem cada vez mais a passar para culturas de tecidos, em vez de animais. 

 

Outro tipo de comparação revela que as ratazanas evoluíram 3 vezes mais rápido que o Homem, pois o seu genoma é muito mais diversificado que o nosso. 

As mutações que criaram tal diversidade ocorreram, provavelmente, ao acaso, tendo sido mantida posteriormente porque deveria dar à ratazana uma vantagem evolutiva. Estes são exemplos da forma como a ratazana tirou partido de um determinado nicho evolutivo e se especializou, diz  Lindblad-Toh. A diversidade genética da ratazana pode ter-lhe permitido colonizar um vasto conjunto de habitats em todo o mundo, conclui. 

O genoma do rato pode ter maior diversidade apenas porque os seus genes mutam mais rapidamente que os nossos, ou, mais provável, porque a sua vida mais curta lhes permite produzir um maior número de gerações para seleccionar alterações. 

O novo genoma foi compilado com a ajuda de técnicas usadas nos projectos humanos e do rato, produzindo uma sequência de alta qualidade e que abrange mais de 90% do genoma da ratazana. A equipa de Gibbs também está a trabalhar na sequenciação dos genomas de vaca, macaca e ouriço do mar, o que deverá ser de grande utilidade nas comparações evolutivas, refere. 

 

 

Saber mais:

Rat Genome

Mouse Genome

Chicken genome due at year's end

Genoma da abelha decifrado

Genoma mostra as diferenças entre Homem e chimpanzé

 

 

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@ Born to be Wild, 2004


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