2009-11-19

Subject: Limitar crescimento populacional é crucial para reduzir emissões

 

Limitar crescimento populacional é crucial para reduzir emissões

 

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Fornecer acesso à contracepção a 215 milhões de mulheres, essencialmente em países em vias de desenvolvimento, ajudaria a estabilizar a taxa de crescimento da população e reduziria significativamente os efeitos das alterações climáticas, descobriu o Fundo das Nações Unidas para a População (UNFPA) num relatório agora publicado.

O relatório "O estado da população mundial em 2009" refere que o nível da população vai afectar a capacidade dos países para se adaptarem aos efeitos imediatos das alterações climáticas, apesar da influência do crescimento populacional a longo prazo ir depender das tendências futuras na economia, tecnologia e consumo.

O estudo diz que se a população mundial crescer dos actuais 6,8 mil milhões para 9 mil milhões em 2050, o cenário de "crescimento médio" das Nações Unidas, 1 a 2 mil milhões de toneladas extra de dióxido de carbono deverão ser emitidas por ano, comparadas com o cenário de "crescimento reduzido" que produz 8 mil milhões de pessoas até 2050. Em comparação, a queima de combustíveis fósseis produzem cerca de 8,7 mil milhões de dióxido de carbono globalmente no ano passado.

No entanto, apesar da influência da população sobre o clima, esta associação praticamente não tem sido mencionada nas discussões científicas e diplomáticas, refere o relatório.

Thoraya Ahmed Obaid, directora-executiva da UNFPA, diz que os países tê vergonha de falar desta associação porque temem que a discussão se volte para o controlo da natalidade. "Compreendemos esses receios", diz ela, "mas se a contracepção e o planeamento familiar estivessem disponíveis para todos os que os desejam, isso atrasaria o crescimento populacional e teria um enorme impacto nas alterações climáticas."

O crescimento económico é geralmente tido como um dos motores chave para a redução das taxas de fertilidade mas Obaid defende que a educação e o acesso aos serviços de planeamento familiar são mais influentes no nível das populações.

 

Paul van Gardingen, professor de desenvolvimento internacional na Universidade de Edimburgo, concorda que o papel da educação e da contracepção "é mais forte que a relação entre o produto interno bruto e a fertilidade. Isso não quer dizer que o produto interno bruto não seja importante, mas dizer que é a causa da redução da fertilidade total e estabilizar a população global é algo ténue. Até que tenhamos a dinâmica populacional integrada na nossa compreensão das alterações climáticas e das nossas respostas a elas, ambas serão ineficazes", diz ele.

O relatório também apela a uma maior atenção dada aos diferentes impactos das alterações climáticas sobre as mulheres, quando comparadas com os homens. 

O relatório defende que as mulheres são mais vulneráveis que os homens pois têm tendência a ganhar menos dinheiro, a terem menos educação e a ter menos recursos para amortecer os efeitos do aquecimento global. Também cita uma falta de investigação e dados fiáveis sobre a questão. "As mulheres sofrem mais", diz Obaid. "Devem ser incluídas nas discussões para que os programas de adaptação possam ser bem sucedidos."

Obaid espera que o relatório influencie as negociações na cimeira de Copenhaga sobre o clima a decorrer no início de Dezembro. 

 

 

Saber mais:

Outra verdade inconveniente - O dilema malthusiano do crescimento populacional

O fim do caminho para Copenhaga?

Acordo climático pouco provável este ano?

 

 

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