2009-11-18

Subject: Modelo climático estabelece metas ambiciosas

 

Modelo climático estabelece metas ambiciosas

 

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As emissões de dióxido de carbono terão que ser praticamente eliminadas até ao final deste século para evitar a subida de temperatura de mais de 2ºC, alertam os cientistas.

E para além disso, ainda poderá ser preciso começar a remover gases de efeito de estufa da atmosfera.

As descobertas são o culminar de cinco anos de trabalho pelo Ensembles, um importante consórcio europeu de investigação liderado pelo Centro Hadley do Instituto de Meteorologia inglês e envolvendo 65 outros institutos de todo o mundo.

No primeiro estudo deste tipo, os cientistas do projecto usaram uma variedade dos últimos modelos climáticos para determinar que reduções seriam necessárias para estabilizar os níveis de gases de efeito de estufa, designados através de equivalentes de CO2, a 450 partes por milhão. Esse nível, que oferece uma possibilidade razoável de manter a subida da temperatura abaixo dos 2ºC, é a meta da política climática europeia.

O resultado sugere que para alcançar essa meta, as emissões têm que descer para praticamente zero até 2100. Um dos modelos do Ensemble prevê que até 2050 pode mesmo ser necessário introduzir novas técnicas para retirar CO2 da atmosfera.

O Ensemble é uma abordagem radicalmente diferente das projecções climáticas de topo realizadas pelo Painel Intergovernamental sobre Alterações Climáticas (IPCC), a entidade as Nações Unidas para o clima. O IPCC corre modelos para uma série de cenários 'e se' que fazem vários pressupostos sobre o futuro, como os níveis de emissões e desenvolvimento tecnológico e económico. Nenhum destes cenários tem em conta o impacto da política sobre as alterações climáticas.

O projecto Ensembles trabalha ao contrário. O seu cenário, baptizado E1, assume que os níveis atmosféricos de CO2 equivalentes não podem subir acima das 450 partes por milhão, e então analisa que tipo de mitigação os decisores terão que alcançar para o alcançar. Actualmente, o nível atmosférico de CO2 está nas 390 partes por milhão, cerca de um terço acima dos níveis pré-industriais.

 

Os resultados sugerem que a simples alteração para fontes renováveis de energia pode não ser suficiente para estabilizar as emissões. "É claro que se continuarmos a nossa trajectória de emissões e quisermos permanecer a 450 partes por milhão, precisamos de retirar CO2 da atmosfera", diz o cientista atmosférico Ken Caldeira, do Departamento de Ecologia Global da Instituição Carnegie para a Ciência em Stanford, Califórnia. Isso pode significar novas tecnologias de captura de carbono, como filtragem de ar ou reflorestação, em escala global.

Caldeira acrescenta que agir agora pode ser uma melhor opção. Se as pessoas deixarem de construir novos dispositivos emissores de CO2 na próxima década, pode-se alcançar o mesmo resultado com custo inferior.

Os resultados enviam uma mensagem forte aos negociadores climáticos, que se esperam adiem a assinatura de um tratado climático global para além do prazo de Dezembro estabelecido pelas Nações Unidas. "Os decisores têm que pensar muito seriamente sobre que tipo de mundo vamos ter no futuro", diz Paul van der Linden, director do Ensembles.

"Temos que reverter a tendência de aumento das emissões e para isso precisamos de políticas fortes", acrescenta Jean-François Royer, do Centro de Investigação Meteorológica de Toulouse, França, liderou o estudo no novo cenário. "Se não houver tratado internacional, ninguém o fará sozinho."

 

 

Saber mais:

Project Ensembles

Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas

O fim do caminho para Copenhaga?

Acordo climático pouco provável este ano?

 

 

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