2009-11-17

Subject: ICCAT recua perante proibição da pesca do atum-rabilho

 

ICCAT recua perante proibição da pesca do atum-rabilho

 

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Frozen tuna

A entidade responsável pela gestão do atum-rabilho do Atlântico decidiu não suspender a sua pesca em resposta às preocupações com os cada vez mais reduzidos stocks. A Comissão Internacional para a Conservação dos Tunídeos Atlânticos (ICCAT) optou antes por reduzir a quota de capturas em cerca de um terço, algo que os conservacionistas consideram irá encorajar a pesca ilegal.

Os cientistas do ICCAT dizem recentemente que o efectivo do atum-rabilho estavam a cerca de 15% dos níveis pré-industriais mas segundo eles limitações mais drásticas na pesca actual facilitariam o crescimento de uma indústria mais rentável nos anos futuros, com os stocks a serem mais rentáveis.

Vários grupos conservacionistas presentes na reunião do ICCAT em Recife, Brasil consideram que os delegados, liderados pela União Europeia, tinham posto as preocupações a curto prazo à frente dos interesses a longo prazo tanto do atum-rabilho como dos pescadores.

"Desde a sua criação, a Comissão Internacional de Conservação dos Tunídeos do Atlântico tem sido conduzida por interesses comerciais pesqueiros a curto prazo, não pela ética conservacionista subentendida no seu nome", diz Sue Lieberman, directora de política internacional do Pew Environment Group. "Só um limite de capturas zero podia ter maximizado as hipóteses do atum-rabilho do Atlântico recuperar a ponto de a pesca poder existir no futuro."

No entanto, a Comissão Europeia, que representa a União Europeia, descreveu o resultado como "forte". "É um sinal claro que a comunidade internacional reconhece a escala e a magnitude do problema e está preparada para trabalhar de forma construtiva com cientistas, ambientalistas e indústria para encontrar o melhor compromisso possível que garanta a exploração sustentável deste stock frágil e a viabilidade da indústria."

A Comissão também salientou que a opção de uma moratória continua em cima da mesa "no caso de as novas avaliações revelarem ... que há uma ameaça séria de colapso das pescarias".

@ BBCA nova quota permite a captura de 13500 toneladas de atum-rabilho no próximo no Atlântico oriental e Mediterrâneo, uma redução das anteriores 19950 toneladas. 

A estação das capturas também vai ser encurtada em um mês para os navios que utilizam redes para rodear e capturar os peixes, muitas vezes quando estão a desovar.

No entanto, a dimensão da quota é apenas uma das questões que tem levado do declínio do efectivo do atum-rabilho ao longo das últimas décadas.

Alguns países, especialmente no sul da Europa, simplesmente excedem as suas quotas anuais e as capturas ilegais e as não relatadas estima-se que acrescentem 30% aos números oficiais.

 

Com o declínio dos stocks e das quotas, os armadores enfrentam a escolha entre manter os seus dispendiosos navios no porto ou pescar ilegalmente. "Esta situação ... vai levar as quotas individuais dos navios demasiado baixas para economicamente sustentarem as actividades pesqueiras", diz Xavier Pastor, produtor executivo do grupo conservacionista sediado em Madrid Oceana. "Isso vai decididamente encorajar os relatórios adulterados em relação às capturas reais e a pesca ilegal."

A maioria dos governos europeus apoia a proposta recente do Mónaco para restringir o comércio de atum-rabilho segundo a Convenção Internacional sobre o Comércio de Espécies Ameaçadas (CITES). A proposta vai ser colocada em cima da mesa no encontro da CITES em Março.

No mês passado, os conselheiros científicos do ICCAT concluíram que o notável declínio do nível "natural" (antes da era da pesca industrializada, justificaria uma proibição das capturas mas alguns países estão ansiosos em manter a gestão das espécies comerciais de peixe sob a alçada de organizações de gestão das pescas como o ICCAT.

Segundo um jornal de Singapura, o Straits Times, um funcionário das pescas japonês não identificado teria visto com agrado o resultado do encontro, argumentando que iria ajudar "a controlar a população de peixe segundo o ICCAT, em mais lado nenhum".

Os Estados Unidos estão a considerar a possibilidade de apoiar a proposta da CITES após rever o resultado deste encontro do ICCAT, que foi considerado como "a última oportunidade" da organização para implementar medidas eficazes de gestão para o atum-rabilho. 

 

 

Saber mais:

PONG-Pesca

The end of the line

ICCAT

Pew Environment Group

NOAA pescas

The plight of the bluefin

Não haverá cortes nas capturas de atum no Mediterrâneo

Europa proíbe pesca do atum-rabilho

Desvendados segredos da migração do atum-rabilho

 

 

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