2009-11-13

Subject: Estimativas de reservas de petróleo distorcidas por pressão americana

 

Estimativas de reservas de petróleo distorcidas por pressão americana

 

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O mundo está muito mais próximo de esgotar o petróleo do que as estimativas oficiais admitem, revela uma fonte na Agência Internacional de Energia que alega ter estado a, deliberadamente, subestimar a eminente escassez por medo de desencadear o pânico.

O funcionário superior alega que os Estados Unidos desempenharam um papel crucial em encorajar esta entidade supervisora a amenizar a taxa de declínio dos campos petrolíferos existentes e a exagerar as hipóteses de descoberta de novas reservas.

As alegações colocam questões sérias acerca do rigor da última Análise da Energia Mundial da organização sobre a procura e oferta de petróleo que será publicada hoje, e que é utilizada por muitos governos para ajudar a conduzir as suas políticas energéticas e de alterações climáticas.

OilProduction

Em particular, as alegações questionam a predição da última Análise da Economia Mundial, que se acredita ir ser repetida este ano, de que a produção de petróleo pode ser aumentada do seu nível actual de 83 milhões de barris por dia para 105 milhões de barris. Críticos externos já muitas vezes têm defendido que tal não pode ser confirmado por evidências pois o mundo já terá ultrapassado o pico de produção de petróleo.

Agora, a teoria do pico de produção de petróleo está a ganhar apoios no coração da agência de energia (AIE). "Em 2005 a AIE previa que o fornecimento de petróleo podia subir até aos 120 milhões de barris por dia até 2030 apesar de ter sido obrigada a reduzir gradualmente este valor para 116 milhões e depois 105 milhões no ano passado", diz a fonte no interior da AIE, que não revela a sua identidade por temer represálias por parte da indústria. "O número de 120 milhões sempre foi uma idiotice mas mesmo o número actual é muito mais alto do que pode ser justificado e a AIE sabe-o."

 

"Muitos no interior da organização acreditam que mesmo a manutenção do fornecimento de petróleo a níveis entre 90 a 95 milhões de barris por dia seria impossível mas há temores de que o pânico se espalhe pelos mercados financeiros se o número for reduzido ainda mais. Os americanos temem o fim da supremacia do petróleo porque iria ameaçar o seu poder sobre o acesso aos recursos petrolíferos."

Outro funcionário superior da agência, que também declinou revelar a sua identidade, diz que é regra da organização o "imperativo de não irritar os americanos" mas o facto é que não há tanto petróleo como se admitiu. "Já entrámos na zona do 'pico de produção', penso que a situação é mesmo má."

A própria agência reconhece a importância dos seus números, referindo no seu website: "Os governos e indústrias de todo o mundo habituaram-se a confiar na Análise da Energia Mundial para lhes dar uma base consistente sobre a qual formular políticas e planos de negócio".

"Tudo isto só vem dar ainda mais importância à Cimeira de Copenhaga sobre alterações climáticas e à necessidade urgente de nos prepararmos para uma economia mais sustentável e menos dependente do carbono se queremos evitar graves problemas futuros", comenta um deputado inglês.

Matt Simmons, respeitado perito na indústria petrolífera, há muito que vem questionando as taxas de declínio e estatísticas petrolíferas fornecidas pela Arábia Saudita sobre os seus próprios campos. Ele tem levantado questões sobre se o pico de produção de petróleo não estaria muito mais próximo do que muitos estão dispostos a aceitar.

Alertas semelhantes já vêm a ser ouvidos desde 2004: Colin Campbell, antigo executivo da petrolífera Total disse numa conferência que "se os números reais das reservas petrolíferas fossem divulgados haveria um pânico total nas bolsas, o que não serviria a ninguém, em última análise". 

 

 

Saber mais:

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O fim do caminho para Copenhaga?

Acordo climático pouco provável este ano?

 

 

 

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