2004-03-29

Subject: Vírus ataca lagartas mortais

News of the Wild

 

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Em destaque:

Vírus ataca lagartas mortais

 

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Os cientistas recolheram um vírus que ataca lagartas que podem ser fatais para o Homem, numa alternativa aos pesticidas que pode ser muito útil no combate a espécies invasoras. 

As lagartas, que crescem para se transformarem nas traças de cauda castanha Euproctis chrysorrhoea, causa terror a qualquer entomologista: basta tocar numa delas para desencadear alergias cutâneas severas, ampolas e inchaços e ataques respiratórios, que já mataram pelo menos 2 investigadores no último século. Um animal realmente terrível, considera George Boettner, da Universidade de Massachusetts. 

Nativas de certas regiões europeias, as traças de cauda castanha viajaram até Boston através do comércio de roseiras ornamentais no final do século XIX. Sem predadores naturais, espalharam-se rapidamente pelos estados do noroeste americano, despindo árvores das suas folhas até que, misteriosamente, regrediram para pequenas bolsas costeiras, nos anos 30 do século passado. 

Nos últimos anos, no entanto, a lagarta tem regressado esporadicamente a Portland e às florestas de Cape Cod, retomando o temor de que possa atingir outras zonas. Dado que a utilização de pesticidas é proibida em florestas protegidas, estes novos surtos urgiram Boettner e seus colegas a buscar uma nova forma de controlar esta traça. 

O grupo descobriu um tipo de vírus, designado baculovírus, que infecta e mata naturalmente as lagartas da traça de cauda castanha, na Europa. Outros investigadores já tinham tentado desenvolver vírus deste tipo, mas tinham tido grandes dificuldades pois tinham de os recolher das lagartas tóxicas, usando fatos protectores em calor de mais de 30ºC, o que não é nada divertido, explica Boettner. 

 

Boettner juntou-se a James Slavicek, do U.S. Department of Agriculture's Forest Service no Delaware, para recolher o vírus, misturá-lo com água e melaço pegajoso e borrifar a mistura nas árvores de Cape Cod. Cerca de 50 a 80% das traças foram mortas, em algumas semanas, pelo vírus. 

Se os testes preliminares forem promissores, a equipa espera que o vírus possa ser produzido em massa, como uma alternativa aos perigosos pesticidas que matam muitas outras espécies de traça. Pode mesmo ser utilizado nos surtos europeus. 

A libertação do vírus para combater a traça de cauda castanha pode levantar sérias questões ambientais, pois pode infectar outras espécies, com consequências desconhecidas. No entanto, em laboratório, o vírus não infectaram nenhuma outra traça, explicam os investigadores, parece ser activado apenas por um tipo particular de alimento no intestino da traça de cauda castanha. 

Os investigadores estão interessados em usar vírus específicos de certas espécies para combater outras espécies invasoras nas florestas americanas. Boettner considera que deverá existir um vírus específico para cada espécie de insecto da Terra, uma fonte de recursos por descobrir. 

 

 

Saber mais:

American Museum of Natural History

Invasive.org- Browntail Moth

Euproctis chrysorrhoea

 

 

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@ Born to be Wild, 2004


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