2009-11-02

Subject: Última ronda de conversações climáticas antes de Copenhaga

 

Última ronda de conversações climáticas antes de Copenhaga

 

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Negociadores de perto de 180 países esperam delinear um plano que permita obter dezenas de milhares de milhões de dólares por ano para combater as alterações climáticas, na sua ronda final de negociações antes da decisiva conferência de Copenhaga no próximo mês.

O encontro de cinco dias tem início hoje, segunda-feira, e vai retomar os trabalhos sobre o rascunho de acordo que substituirá o Protocolo de Quioto de 1997, o primeiro acordo internacional sobre o controlo de emissões de dióxido de carbono e outros gases que alteram o clima.

Os negociadores têm a tarefa árdua de condensar um gordo rascunho cheio de propostas contraditórias, termos contestados e opções minoritárias e transformá-lo num acordo funcional que possa ser aceite por todas as 192 nações que devem estar presentes na conferência de Copenhaga, entre 7 e 18 de Dezembro.

Mas com o tempo a escoar-se rapidamente, o cepticismo é crescente relativamente a um dos mais complexos tratados da história e da possibilidade de um acordo ser alcançado na capital dinamarquesa, como se esperava há dois anos quando as conversações tiveram início.

Divisões profundas continuam a existir entre os países industrializados e os países em vias de desenvolvimento sobre os compromissos assumidos pelos países ricos de reduzir as emissões de gases de efeito de estufa e sobre a forma como os países em vias de desenvolvimento podem baixar a trajectória ascendente das suas próprias emissões.

"É realista dizer que em Copenhaga não vamos ser capazes de concluir o tratado ma sé importante estabelecer o quadro político em que ele se baseará", disse a chanceler alemã Angela Merkel no final da cimeira europeia na sexta-feira. Mesmo com esse quadro estabelecido, continuou ela, "as negociações vão arrastar-se mais tempo, até que se consiga um tratado".

Já os ambientalistas alertam para a perda de fé e de entusiasmo. "É crucial que se mantenham as ambições elevadas", diz Kim Carstensen, estratega climática do World Wildlife Fund, preocupada com o facto de pessimismo crescente poder contribuir para o falhanço da cimeira de Copenhaga.

O Protocolo de Quioto exigia que 37 países reduzissem as emissões em média 5%, comparado com níveis de 1990, até 2012 mas não fez exigências sobre os países em vias de desenvolvimento. Os Estados Unidos apelidaram-no de injusto e danoso para a sua economia, não o tendo ratificado.

Na década a seguir à assinatura de Quioto as emissões americanas cresceram 5,5%, as da Índia 47% e as da China 92%.

Das 180 páginas do rascunho a discutir em Barcelona, 30 dizem respeito ao financiamento de ajuda ao ajustamento às alterações climáticas, para que os países mais pobres possam caminhar em direcção a um desenvolvimento mais verde.

 

A União Europeia deu forma à discussão quando colocou um número sobre  a mesa, apelando a €5 a €7 mil milhões para os próximos três anos, progressivamente aumentados até aos €100 mil milhões por ano em 2020.

Metade desse valor seria proveniente de dinheiros públicos e governamentais, enquanto a outra metade deveria derivar de investimentos privados e do mercado de carbono nos países industrializados. A Europa já tem mercado de carbono desde 2005 e o congresso americano está a considerar um esquema semelhante.

Ainda assim, os activistas pelo clima criticaram o documento da União Europeia por ser demasiado vago e por considerarem o financiamento inadequado.

O documento político evita referir exactamente com quanto a Europa irá contribuir para o fundo climático e apelou a todos os países, excepto os mais pobres, a colocarem dinheiro no pote. A União Europeia refere que pagará a "sua justa quota parte" se outros também o fizerem.

A Oxfam International apelidou o documento de "uma introdução à justiça climática que não está de todo perto do necessário". "Esta situação ainda não é um avanço real para um tratado climático mas a União Europeia mostrou números reais que podem ser negociados", diz Elise Ford, chefe do gabinete de Bruxelas da Oxfam

 

 

Saber mais:

Convenção-quadro das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas

Oxfam International

União Europeia deve chegar a acordo sobre negociações climáticas

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