2009-10-19

Subject: Cachalotes são sumidouros de carbono?

 

Cachalotes são sumidouros de carbono?

 

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Os cachalotes do oceano do Sul merecem crédito pelo seu excelente trabalho a bombear ferro para as alterações climáticas, dizem os investigadores. 

Estas baleias têm sido falsamente acusadas de lançar na sua expiração suficiente dióxido de carbono para contribuir para o aumento dos gases de efeito de estufa e aumentar as alterações climáticas, diz Trish J. Lavery, da Universidade Flinders em Adelaide, Austrália.

É claro que as baleias respiram mas os cálculos anteriores não tiveram em conta o potencial para compensar as suas emissões ao introduzir ferro extra na camada superior da coluna de água, disse Lavery a 13 de Outubro na Conferência Bienal de Biologia de Mamíferos Marinhos na Cidade do Quebeque, Canadá. Esse ferro extra que as baleias trazem do fundo pela forma como se alimentam estimula o crescimento do plâncton, que, por sua vez, aprisiona carbono da mesma forma que as experiências humanas de fertilização oceânica tencionam fazer.

De acordo com os cálculos da equipa, os cachalotes do Oceano do Sul devem ser, pelo menos, consideradas neutras em relação ao carbono. Os animais podem mesmo estar a capturar uns 5 milhões de toneladas métricas de carbono da atmosfera por ano, diz Lavery.

Perto de 210 mil dos cachalotes que existem no mundo nadam no Oceano do Sul ao longo do ano mas como esse número tem sido algo controverso, ela utilizou a média de várias estimativas.

A primeira análise do efeito das baleias sobre os gases de efeito de estufa determinou que todos os residentes de sangue quente, com as baleias a ser a força dominante, podiam estar a respirar 25% do carbono fixado no Oceano do Sul, recorda ela. Estimativas posteriores reviram essa quota para menos e o cálculo mais recente coloca a sua contribuição em 0,3%. Comparada com a produção global não é grande coisa mas ainda são 17 milhões de toneladas de carbono por ano.

Os cachalotes, no entanto, alimentam-se mergulhando em busca de lulas nas profundezas frias do Oceano do Sul, uma zona que normalmente actua como armazenamento profundo de nutrientes. Por isso, qualquer coisa que as baleias tragam para a superfície introduz efectivamente algo de novo nas águas superiores.

 

Os baixos níveis de ferro no Oceano do Sul limitam o crescimento de plâncton, diz Lavery. Esta limitação inspirou as experiências humanas de fertilização com ferro para desencadear um florescimento de plâncton, organismos que depois absorveriam carbono do ar e armazenariam parte dele à medida que morriam e se afundavam para a zona de armazenagem.

Utilizando números de estudos sobre alimentação e nutrição, Lavery e os seus colegas calcularam que cada baleia traz para a superfície cerca de 10 gramas de ferro por dia e defeca-os na superfície. A beleza desta situação é que a produção dos cachalotes toma a forma de de plumas líquidas flutuantes que alimentam a vida na camada superior da coluna de água, diz Lavery.

Ela salienta que as experiências com ferro tiveram dificuldades com o facto de os fertilizantes de ferro se agruparem e afundarem antes que o plâncton o possa devorar. No entanto, continua ela, essas mesmas experiências documentaram captura mensurável de carbono com menos fertilizante com ferro do que aquele com que os cachalotes contribuem.

Lavery salienta que os seus cálculos tanto podem mostrar os cachalotes como um sumidouro de carbono, como carbono-neutras, dependendo dos números que sejam aplicados no modelo. Descobrir os números exactos só será possível com mais pesquisas mas ela quer chamar a atenção para este mecanismo negligenciado.

Quando questionado sobre se acredita que os cachalotes podem ser carbono-neutros, Ari Friedlaender, do Laboratório Marinho da Universidade Duke em Beaufort, Carolina do Norte, diz: “Sem dúvida! Estou já a pensar no reverso da medalha cachalotes e alterações climáticas, ou seja, qual o impacto que as alterações climáticas terão sobre eles." 

 

 

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