2009-10-15

Subject: Invasão celular capturada em filme

 

Invasão celular capturada em filme

 

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Apesar de estar rodeado por uma barreira defensiva supostamente inultrapassável, o sistema nervoso central ainda pode ser atacado por doenças auto-imunes, como a esclerose múltipla.

Agora, uma equipa de investigadores liderada por Alexander Flügel, director do Instituto de Investigação da Esclerose Múltipla da Universidade de Göttingen, Alemanha, observou em tempo real as células T a penetrarem no sistema nervoso central de ratos e manifestarem a doença.

"Há a questão de como as células imunitárias que atacam o cérebro conseguem entrar pois este está protegido pela barreira sanguínea", diz Flügel. 

Estudos histológicos mostram claramente que as células imunitárias conseguem entrar no cérebro mas ninguém tinha assistido ao acontecimento até agora. "A nossa questão foi: será que conseguimos visualizar o processo?", diz ele.

Para responder a essa questão, a equipa de Flügel marcou algumas células T causadoras de doença com proteína fluorescente verde e introduziu-as nas veias de ratos.

De seguida, utilizando laser infravermelho numa técnica conhecida por imagiologia de dois fotões, observaram o movimento das células à medida que elas provocavam encefalomielite auto-imune experimental, um modelo em animais da esclerose múltipla.

Os resultados do seu trabalho foram publicados na última edição da revista Nature.

Só recentemente a tecnologia necessária a todos estes elementos se tornou suficientemente sofisticada para tornar este trabalho possível, explica Flügel.

 

Inesperadamente, os investigadores descobriram que alguns pressupostos acerca da forma como as células T entram no sistema nervoso eram erróneos. O conhecimento de livro de texto, continua Flügel, refere que as células se deslocam ao longo dos vasos sanguíneos, ligam-se e migram para os tecidos do sistema nervoso central.

Em vez disso, como se pode ver nos vídeos das ligações desta frase, a sua equipa descobriu que depois de se deslocarem ao longo da parte interior do vaso sanguíneo, as células T param e rastejam para trás contra o fluxo sanguíneo, antes de sair do vaso. 

Para além disso, uma vez que passam através do vaso sanguíneo não se infiltram imediatamente nos tecidos do sistema nervoso. Em vez disso, continuam a rastejar ao longo do exterior dos vasos até que encontram outro tipo de de célula imunitária, os fagócitos. Sé então penetram no sistema nervoso e começam a manifestar a doença.

As descobertas aumentam a compreensão dos investigadores sobre a forma como alguns tratamentos funcionam e identificam quais as estruturas envolvidas no movimento das células T podem ser úteis como alvo de futuras terapias. 

 

 

 

Saber mais:

Instituto de Investigação da Esclerose Múltipla da Universidade de Göttingen

 

 

 

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