2009-10-12

Subject: Como as cidades extinguem plantas

 

Como as cidades extinguem plantas

 

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@ BBCA forma como as cidades provocam a extinção das plantas locais foi revelada pela primeira vez.

Uma equipa internacional de botânicos comparou a taxa de extinção de plantas em 22 cidades por todo o mundo e concluiu que tanto Singapura como Nova Iorque têm actualmente menos de um décimo da sua vegetação original.

A sua análise foi publicada na última edição da revista Ecology Letters.

No entanto, cidades como San Diego nos Estados Unidos e Durban na África do Sul ainda mantêm dois terços da sua flora original.

Tanto o passo das alterações urbanas como a quantidade de plantas que permanecem nas cidades são bons indicadores de se as espécies vegetais irão sobreviver no futuro, revela o relatório.

"O rápido e contínuo crescimento das cidades ameaça significativamente a biodiversidade global", diz Amy Hahs, cientista do Centro de Investigação de Ecologia Urbana da Austrália nos Reais Jardins Botânicos de Melbourne.

Por isso, Hahs e colegas de universidades da Austrália, Nova Zelândia, Singapura, Reino Unido e Estados Unidos juntaram-se para tentar compreender de que forma este processo ocorre, de forma a encontrar maneiras de o evitar.

Pela primeira vez, a equipa compilou dados puros sobre as extinções vegetais em 22 áreas urbanas, organizadas em três categorias. Primeiro, examinaram cidades em que a flora nativa começou a ser transformada há mais de 400 anos. Quase todas as cidades europeias, incluindo Glasgow no Reino Unido, Viena na Áustria e Zurique na Suíça, estão nesta categoria. Hong Kong também foi incluída por sofreu intensa alteração da paisagem antes de 1600, antes da urbanização.

Também analisaram as cidades em que a flora nativa começou a ser transformada depois de 1600 mas antes de estudos florais puderem ser completados. Essas cidades incluem Nova Iorque e Chicago nos Estados Unidos, Auckland na Nova Zelândia e Singapura.

A terceira categoria inclui cidades que tinham grandes áreas de flora nativa no momento em que foram analisadas mas foram posteriormente transformadas pelo desenvolvimento urbano. Los Angeles e San Diego nos Estados Unidos, Melbourne e Adelaide na Austrália, Cidade do Cabo e Durban na África do Sul foram aqui incluídas.

 

Com esta classificação, os investigadores foram capazes de perceber a forma como a história de uma cidade influencia a quantidade de plantas que se extinguiram.

As cidades pertencentes às duas primeiras categorias tinham, de longe, as maiores taxas de extinção. "Por exemplo, Singapura e Nova Iorque perderam ambas 600 espécies de plantas de uma biodiversidade inicial de 2179 e 1361 espécies, respectivamente", diz Hahs.

No entanto, em geral, as cidades com mais de 30% de coberto vegetal tinham taxas de extinção muito inferiores. Por exemplo, San Diego e Durban mantêm ambas mais de 60% do seu coberto vegetal nativo e ambas perderam apenas 11 espécies da biodiversidade de flora inicial de 926 e 2218 espécies, respectivamente.

"De acordo com o planeamento e práticas actuais, é muito difícil manter 30% da vegetação nativa na área urbana mas descobrir formas de contornar esse problema, seja através de design inovador ou restauração, vai ajudar a preservar a biodiversidade local", explica Hahs.

A análise também revelou que cidades construídas mais recentemente podem esperar perder uma proporção significativa das suas plantas nativas nas próximas décadas. "As cidades que esperamos percam mais espécies vegetais nos próximo 100 a 150 anos são Melbourne e Adelaide", diz Hahs.

De facto, a não ser que mais se faça para intervir, os investigadores esperam que Melbourne perca mais de metade das suas 1200 espécies vegetais originais nos próximos 100 anos. "Se queremos manter a diversidade vegetal nas nossas cidades, precisamos de proteger e restaurar áreas de vegetação nativa", diz Hahs. "As plantas e as pessoas podem coexistir nas áreas urbanas, só precisamos de considerar a vegetação como um investimento a longo prazo e não como um bem descartável." 

 

 

Saber mais:

A global synthesis of plant extinction rates in urban areas - Ecology Letters

 

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