2009-10-10

Subject: Conversações climáticas tropeçam em Bangkok

 

Conversações climáticas tropeçam em Bangkok

 

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Contagem para Copenhaga - tempo de agir!A última ronda de conversações climáticas foi encerrada esta sexta-feira em Bangkok com poucos progressos concretos sobre as questões importantes e com renovada e irada discordância sobre questões legais fundamentais sobre como estruturar um acordo.

A disputa já longa centra-se sobre se um novo acordo climático deve ser estruturado como um seguimento do Protocolo de Quioto sobre Alterações Climáticas de 1997 ou como uma emenda separada à original Convenção Quadro sobre Alterações Climáticas das Nações Unidas de 1992. Os negociadores esquivaram-se à questão até agora seguindo duas linhas de negociação paralelas, mas a questão tem que ser abordada antes da Cimeira de Copenhaga em Dezembro.

Em Bangkok, a União Europeia (UE) defendeu que o caminho mais fácil para progressos é estruturar um acordo único fora do Protocolo de Quioto, que os Estados Unidos nunca ratificaram mas os países em vias de desenvolvimento, que não estão obrigados a reduzir as emissões segundo Quioto, vêm o protocolo como um ponto de partida para todas as negociações, podendo os Estados Unidos ser vinculados através de um mecanismo separado.

A tensão atingiu o rubro a 7 de Outubro, quando os líderes do G77 em representação dos países em vias de desenvolvimento saíram da reunião, acusando os europeus de tentar quebrar acordos anteriores ao sabotar o Protocolo de Quioto. 

"Estão sempre a dizer que não estão a tentar matar o Protocolo de Quioto mas na prática é o que estão a fazer", diz Lim Li Lin, investigador que trabalha com os países em vias de desenvolvimento na Rede do Terceiro Mundo, um grupo de pressão sediado em Penang, Malásia. "Isto ameaça fazer descarrilar a Conferência de Copenhaga."

A porta-voz da Comissão Europeia, Barbara Helfferich, salientou que a UE permanece comprometida com o Protocolo de Quioto mas está em busca de um acordo legalmente vinculativo que inclua compromissos dos Estados Unidos e, no mínimo, de todas as nações emergentes. "Temos sido fortes apoiantes do Protocolo de Quioto e estamos em posição de alcançar as nossas metas. Também temos sido muito claros: queremos um documento."

Apesar do primeiro período de compromissos de Quioto expirar em 2012, o G77 considera que os parceiros devem negociar compromissos futuros. Mais ainda, o grupo acusa as nações industrializadas de tentar diluir os seus compromissos colocando-os num quadro pouco definido, sem mecanismos de obrigação, "o que é inaceitável".

 

Apesar de a disputa estar, de muitas formas, centrada na forma de lidar com os Estados Unidos, os negociadores americanos não tomaram posição, sabendo que Quioto continua tão pouco popular hoje como em 1997, quando 95 senadores anunciaram uma oposição unânime ao acordo.

Se os países participantes no Protocolo de Quioto quiserem negociar outro período de compromisso, para além de um novo acordo global sobre o clima em Copenhaga "Deus os abençoe", diz Todd Stern, o enviado principal americano. Mas Stern diz ser "completamente falso" sugerir que algo do tipo de Quioto não seria vinculativo, fraco ou insuficiente.

"Todos os jogadores principais, desenvolvidos e em desenvolvimento, percebem e estão a avançar a nível nacional. O passo adicional que temos que dar é passar essas acções essencialmente nacionais para um nível internacional e é nisso que estamos a trabalhar."

O chefe do clima das Nações Unidas, Yvo de Boer, reconheceu a disputa mas considera que "o espírito subjacente a este processo permanece construtivo". Ele apelou aos negociadores para a transmitirem aos seus líderes antes do próximo encontro em Barcelona no próximo mês, o último antes de Copenhaga, e obterem mandato para resolver as questões políticas mais importantes. 

 

 

Saber mais:

UNFCCC

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