2004-03-27

Subject: De cair o queixo: nova teoria da evolução humana

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De cair o queixo: nova teoria da evolução humana

 

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Os investigadores propuseram uma resposta para a vexante questão do motivo porque o cérebro humano se tornou tão grande: devemos a nossa inteligência superior aos nossos músculos maxilares fracos. 

Uma mutação ocorrida há 2,4 M.a. pode ter-nos deixado incapazes de produzir uma das proteínas principais dos músculos maxilares dos primatas, refere um artigo agora publicado na revista Nature. Liberto do constrangimento de fortes músculos mastigadores, o crânio humano terá podido crescer, segundo estes investigadores. 

O surgimento da mutação é consistente com o crescimento brusco dos cérebros humanos fósseis, verificado desde há 2 M.a. diz Nancy Minugh-Purvis, da Universidade da Pennsylvania, que participou no estudo. Exactamente no momento em que se perde força nestes músculos, a evolução do tamanho do cérebro acelera. 

A teoria apoia-se na proteína designada MYH16, um dos componentes principais dos músculos de muitos primatas não humanos, como os chimpanzés e os gorilas. Quando os investigadores examinaram amostras de DNA recolhidas em todo o mundo, descobriram que todos partilhamos um defeito no gene que codifica o fabrico desta proteína. Através de estimativas das taxas de evolução, puderam deduzir a idade da mutação. 

Compararam, de seguida, os crânios humanos com os dos restantes primatas e verificaram que mesmo em espécies pouco aparentadas, como os gorilas e os macacos, existem grandes cristas cranianas, onde os fortes músculos da maxila se ligam. Notoriamente, essas estruturas estão ausentes dos crânios humanos, apesar da nossa relação genética próxima com os gorilas. 

Os nossos ancestrais podem ter perdido as suas cristas cranianas quando os nossos músculos maxilares deixaram de ser capazes de exercer força sobre o crânio, sugere o colega de Minugh-Purvis, Hansell Stedman, que liderou o estudo. os músculos esculpem o crânio, explica ele, pois a estrutura pode ser modificada pelas forças que sobre ele actuam. 

 

Perdendo os locais de ancoragem dos músculos da mastigação, os nossos crânios ter-se-ão libertado para crescer até à moderna forma arredondada, diz Stedman. Maxilares poderosos podem ser incompatíveis com cérebros poderosos, sugere. 

No entanto, esta teoria está longe de ser comprovada. Daniel Lieberman, que estuda evolução humana na Universidade de Harvard, alerta para o facto de que as cristas cranianas não parecem impedir o crescimento do cérebro de outros primatas. Os cérebros dos chimpanzés estão totalmente desenvolvidos quando atingem os 3 anos de idade, por exemplo, mas as suas cristas cranianas só se desenvolvem por volta dos 8 anos de idade. O próprio cérebro é o determinante da forma como a caixa craniana cresce, argumenta. 

Lieberman também é bastante céptico sobre o crescimento abrupto imediatamente após a perda de poder maxilar. Os primeiros humanos Homo erectus tinham um cérebro pequeno até há cerca de 1,8 M.a, refere. 

Esse facto pode comprovar que a humanidade permaneceu durante bastante tempo com maxilas e cérebros fracos durante centenas de milhares de anos, mas Stedman argumenta que um rápido, ainda que pequeno, salto no tamanho cerebral imediatamente após a mutação pode ter dado ao Homem algum benefício evolutivo. 

O Homem pode nem ter necessitado de maxilas fortes, acrescenta Minugh-Purvis, pois por essa altura os nossos ancestrais já teriam passado para uma alimentação omnívora. 

 

 

Saber mais:

Genoma mostra as diferenças entre Homem e chimpanzé

Skulls reveal dawn of mankind

 

 

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