2009-10-07

Subject: Fungos banquetearam-se com a maior extinção

 

Fungos banquetearam-se com a maior extinção

 

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No seguimento da pior extinção em massa de que há memória na Terra, há 250 milhões de anos, a vida na Terra praticamente desapareceu. Por todo o supercontinente Pangeia, florestas em tempos luxuriantes estavam arruinadas, com os cadáveres das árvores de pé como palitos de fósforo apontados ao ar envenenado.

Em seu lugar, os fungos começaram a dominar os continentes, revela um novo estudo agora conhecido. Banquetearam-se com a madeira morta, espalhando-se por todo o planeta numa verdadeira orgia de decomposição.

A descoberta traz novas evidências para contrariar uma teoria alternativa que considerava que algas em crescimento descontrolado se tinham alimentado da floresta morta e acaba de vez com uma ideia antiga que considerava que o impacto de um asteróide na Terra podia ter tido alguma coisa a ver com a destruição.

"Este fungo foi uma espécie de calamidade, algo que talvez tenha tirado partido da extinção de forma um pouco mais entusiasta do que devia", comenta Mark Sephton, do Imperial College de Londres. "Proliferou por todo o globo."

Sephton e uma equipa de investigadores estudou rochas contendo fósseis microscópicos da época da extinção, tentando acabar com um debate que corre desde há décadas: os vestígios fósseis pertencem ao fungo do género Reduviasporonites ou a algas, como antes se pensava?

Isótopos de carbono presentes nos fósseis indicam que os organismos se alimentavam de madeira enquanto foram vivos, um forte sinal de que eram realmente fungos.

 

"O que estamos a ver é uma grande concentração de morte vegetal num curto espaço de tempo", diz Peter Roopnarine, da Academia de Ciências da Califórnia em San Francisco. "Provavelmente estamos a olhar para episódios de intenso aquecimento global devido a aumento de gases de efeito de estufa e as alterações químicas que ocorreram na atmosfera tornaram-na inadequada para as enormes florestas que existiam na altura."

Os resultados deste estudo foram publicados na revista Geology.

A descoberta tem importantes implicações para a extinção do Pérmico/Triássico, que dizimou a grande maioria da vida na Terra. Se os fósseis se tivessem revelado algas, isso sugeriria um mundo pantanoso dominado por alterações climáticas e ambientais graduais.

Mas neste cenário de crime antigo, os fungos encaixam melhor. As florestas modernas devastadas pelas chuvas ácidas estão cobertas por eles e os cientistas geralmente acreditam que as erupções titânicas das Armadilhas Siberianas, um vasta província vulcânica na Rússia, sufocaram a atmosfera e provocaram chuvas ácidas intensas. As condições agrestes continuaram durante centenas de milhares de anos.

Este estudo vem pregar mais um prego no caixão do impacto de um asteróide como a origem da extinção.

"A presença de fungos começa a aumentar imediatamente antes da extinção principal, não é tão subitamente como na extinção Cretácico/Terciário, que matou os dinossauros", diz Sephton. "A ideia de um ecossistema em declínio não encaixa lá muito bem num impacto de um objecto extraterrestre." 

 

 

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