2009-10-05

Subject: Cria de urso polar apanha boleia às cavalitas

 

Cria de urso polar apanha boleia às cavalitas

 

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@ Angela Plumb & BBC

As águas árcticas são na melhor das hipóteses arrepiantes e na pior perto de congelar, o que pode explicar o motivo porque uma cria de urso polar foi recentemente observada à boleia nas costas da sua mãe pois os ursos nadam através do oceano Árctico. A cria andou um pouco às cavalitas da mãe, depois de ela sair das águas geladas, um evento único fotografado por um turista.

Os peritos raramente observaram este comportamento e dizem que as últimas descobertas sugerem que pode ser uma prática mais comum do que antes se pensava.

Jon Aars, do Instituto Polar Norueguês em Tromso, descreve o que aconteceu na revista Polar Biology. A 21 de Julho de 2006, Angela Plumb, uma turista inglesa, estava a bordo de um navio na boca de um fiorde do arquipélago de Svalbard.

A passar férias no conhecido ponto quente da vida selvagem de Duvefjorden,  Nordaustlandet, a senhora Plumb avistou a mãe ursa polar com uma cria de sete meses de idade às cavalitas.

"A cria estava às costas da ursa polar quando esta estava na água e quando ela saiu da água lá continuou um pouco mais de tempo, até que a mãe a sacudiu", recorda a senhora Plumb.

Durante grande parte do ano, os ursos polares Ursus maritimus vivem sobre o gelo marinho, alimentando-se principalmente de focas. O desafio para os ursos é navegarem as muitas zonas de águas abertas entre as ilhas de gelo flutuante.

Notando que a ursa polar tinha uma coleira-rádio, a senhora Plumb entrou em contacto com Aars para relatar o seu avistamento e aproveitou para perguntar se esta situação representava um comportamento comum.

"Nunca tinha visto este tipo de comportamento antes, nem sequer ouvido falar dele, por isso perguntei a outros investigadores e descobri que já tinha sido observado anteriormente mas não era frequente", diz Aars.

É sabido que as crias aproveitam a boleia às costas das suas mães quando se deslocam através de neve profunda após deixarem as tocas, uma situação que é comum a outras espécies de ursos.

No entanto, até que ponto as crias de urso polar aproveitam esta boleia em adultos que nadam em águas abertas não é sabido. Aars ficou especialmente interessado em saber se este comportamento poderá ter algum valor adaptativo para os ursos.

 

"Esta situação pode, potencialmente, ser importante pois significa que as crias são menos expostas à água. Se estiverem na água terão que nadar e as crias muito jovens estão muito mal isoladas na água", diz ele. Os adultos estão bem adaptados a nadar na água fria, com a sua grande massa corporal e gordura subcutânea isoladora.

Já as crias têm pouco gordura isoladora, pois só desenvolvem as células adiposas castanhas até atingirem a fase adulta. A sua pelagem também perde a maior parte das suas propriedades isolantes quando imersa em água. Por esse motivo, Aars sugere que permanecer fora de água pode ser vital para a capacidade de sobrevivência das crias em habitats em que o gelo marinho esta espalhado através de oceano aberto.

Outra razão para este comportamento pode ser a ajuda que dá à mobilidade da mãe na água.

"Imagino que é um grande benefício que a viagem seja mais rápida pois uma fêmea adulta de urso polar é uma nadadora forte, enquanto crias deste tamanho são muito mais lentas e tempo passado na água é tempo perdido para a caça", sugere Andrew Derocher, da Universidade de Alberta, Edmonton, Canadá. "A mãe preferirá aplicar o seu tempo a obter mais alimento alcançado habitat melhor do que a nadar e a gastar energia."

Os cientistas estão interessados em descobrir se este comportamento poderá ser uma ocorrência regular entre a população de ursos polares. "É importante recordar as vastas áreas em que pode acontecer, não foi muito observado mas pode ser bem mais comum do que pensamos", diz Aars.

Derocher pensa que as pessoas que partilham o habitat com os ursos polares podem ser capazes de ajudar a desvendar este mistério. "Seria muito interessante perguntar aos Inuit se já observaram este comportamento. Fico sempre muito impressionado quando as nossas observações vão ao encontro do que as pessoas já viram mas eles não o mencionam se não lhes perguntarmos." 

 

 

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