2009-09-30

Subject: Aquecimento dramático pode chegar mais cedo que o previsto

 

Aquecimento dramático pode chegar mais cedo que o previsto

 

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@ NatureO planeta pode aquecer 4°C tão cedo como em 2060 se as emissões de gases de efeito de estufa não forem contidas rápida e dramaticamente, revela um estudo inglês financiado pelo governo.

A investigação, encomendada pelo Departamento de Energia e Alterações Climáticas do Reino Unido em Londres ao Centro Hadley em Exeter, analisa em detalhe o cenário futuro de emissões elevadas que foi considerado o pior possível pelo relatório de 2007do Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas (IPCC).

Muito do debate tem-se focado em evitar o aquecimento para além dos 2°C acima dos níveis pré-industriais, um valor considerado de forma generalizada como o limite acima do qual surgem as alterações climáticas perigosas.

Mas as emissões têm continuado a subir rapidamente e as últimas descobertas sobre o ciclo do carbono têm fortalecido a visão de que no futuro cada vez menos das nossas emissões de CO2 serão absorvidas pelos sumidouros naturais.

Por isso, uma subida da temperatura superior é cada vez mais plausível, diz Richard Betts, que apresentou o estudo na conferência 4ºC e para além, que decorreu em Oxford, Reino Unido, a 28 de Setembro.

"Agora que sabemos que as emissões estão no limite superior do que o IPCC projectava há uma década, justifica-se que tomemos o cenário de emissões elevadas mais a sério", diz Betts. Mais ainda, continua ele, as evidências estão a acumular-se de que o aquecimento vai enfraquecer os sumidouros naturais de carbono que, até agora, têm sido responsáveis por absorver até 50% das emissões de gases de efeito de estufa produzidos pela queima de combustíveis fósseis, acelerando o aquecimento ainda mais.

O grupo de Betts aplicou um modelo climático complexo ao cenário de emissões mais elevadas do IPCC que incorpora os efeitos dos sumidouros enfraquecidos. Dependendo de até que ponto os sumidouros enfraquecem, uma fonte de incerteza crucial, descobriram que as temperaturas de 4°C acima dos valores pré-industriais seriam provavelmente alcançadas na década de 2070 ou talvez mesmo na de 2060.

 

Nas simulações climáticas onde a temperatura média global sobe 4 °C ou mais, os oceanos aquecem menos que esse valor e os continentes mais, até 7 °C em muitos locais, refere Betts. As temperaturas podem disparar até mais 10 °C em zonas do sul e oeste africano e muito mais no Árctico, ao mesmo tempo que reduções de 20% ou mais na precipitação devem ser generalizadas em África, Austrália, Mediterrâneo e América Central.

"É um cenário extremo mas plausível", diz Betts. "Quando milhões de vidas humanas estão em risco, vale a pena pensar sobre os cenários extremos mas plausíveis."

Para evitar a subida de 4 °C, as emissões devem atingir o máximo e cair rapidamente no espaço de 30 anos, diz Betts. Para que permaneçam abaixo dos 2 °C, isso tem que acontecer no espaço de uma década.

Mas mesmo as acções mais ambiciosas que sejam acordadas na Conferência Climática das Nações Unidas em Copenhaga levarão anos a ser implementadas. Isso coloca os responsáveis entre a espada e a parede, diz Kevin Anderson, do Centro Tyndall de Investigação das Alterações Climáticas em Norwich, Reino Unido. "A mitigação para 2 °C é um desafio muito maior do que antes se pensava mas adaptarmo-nos a uma subida de 4 °C nem se fala. Não há caminhos ou soluções fáceis." 

 

 

 

Saber mais:

Conferência 4ºC e para além

Hadley Centre

Controlo da natalidade é a solução das maleitas ambientais?

Cimeira climática não aborda os desafios cruciais que enfrentamos

 

 

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