2004-03-26

Subject: Mosquitos podem ajudar a combater a malária

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Mosquitos podem ajudar a combater a malária

 

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Os investigadores identificaram os genes que controlam a forma como os mosquitos reagem ao parasita da malária. A descoberta pode ajudar no desenvolvimento de novas estratégias anti-malária que utilizem o próprio sistema imunitário do mosquito para combater a doença. 

O parasita que causa a malária, pertencente ao  género Plasmodium, geralmente passa despercebido ao mosquito em que se desenvolve, mas se o insecto detectar e atacar o intruso, o mosquito irá destruir o parasita antes que tenha hipótese de passar para o Homem. 

Agora, George Christophides e seus colegas do European Molecular Biology Laboratory em Heidelberg, descobriram um par de genes de mosquito que parecem controlar a resposta imunitária do insecto ao parasita. Quando um gene, designado CTL4, está inactivo, os mosquitos destroem até 97% dos parasitas que se desenvolvem no seu corpo. Quando o outro gene, designado LRIM1, é removido tem o efeito oposto. 

Existe um equilíbrio muito delicado entre o funcionamento destes genes, diz Christophides. As drogas que desequilibram a situação a favor da morte do parasita podem ser usadas como preventivos para a malária, sugere. Se químicos que o façam forem descobertos, podem ser usados para fazer pesticidas e pulverizados sobre áreas onde a malária abunda, ou sobre redes mosquiteiras, oferecendo protecção extra. 

 

Novos tratamentos são necessários com urgência pois o Plasmodium está cada vez mais resistente às drogas anti-malária e os mosquitos cada vez mais tolerantes aos insecticidas, refere a investigador de malária Alister Craig da Universidade de Liverpool. Mas transferir esta descoberta básica para algo que salve vidas vai ser muito difícil, pois encontrar o químico certo vai demorar muito tempo. 

Uma outra opção é criar mosquitos geneticamente modificados que contenham versões alteradas dos genes CTL4 e LRIM1, diz Christophides.

No entanto, Craig considera essa possibilidade problemática. Manipular esses genes pode causar alterações no mosquito que o tornem menos viável, pois nenhum gene é uma ilha. Acresce ainda a polémica sobre a questão da libertação de organismos modificados na natureza. 

 

 

Saber mais:

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@ Born to be Wild, 2004


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