2009-09-16

Subject: Exposta escala da caça furtiva aos gorilas

 

Exposta escala da caça furtiva aos gorilas

 

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Gorilla gorilla gorilla @ BBCUma investigação à paisana descobriu que chegam a ser mortos para o comércio de carne selvagem dois gorilas por semana em Kouilou, na Republica do Congo.

Os corpos destes grandes símios são depois levados rio abaixo e entregues a comerciantes que os vendem nos mercados das grandes cidades.

Conduzida pela organização de conservação da vida selvagem Endangered Species International, a investigação ajuda a expor a extensão da caça furtiva aos gorilas nesse país. Teme-se centenas de gorilas também tenham sido abatidos noutras regiões.

O grupo começou a sua investigação enviando pessoal que se infiltrou na zona, falando com vendedores e comerciantes nos mercados de Pointe Noire, a segunda maior cidade da Republica do Congo. Ao longo de um ano, os investigadores visitaram os mercados duas vezes por mês, registando a quantidade de carne selvagem em venda.

"A carne de gorila é vendida já cortada e fumada por cerca de $6 por pedaço do tamanho da mão. Também se vendem as próprias mãos dos gorilas", diz Pierre Fidenci, presidente da Endangered Species International (ESI). "Ao longo do tempo fomos ganhando a confiança dos comerciantes, que nos indicaram a origem da carne de gorila e percebemos que vem toda de uma única região"

A equipa fez uma expedição até à origem dessa carne, uma área florestada chamada Kouilou, que fica ao longo do rio Kouilou, entre 100 e 130 km de Pointe Noire.

Usando os mesmos barcos que transportam a carne de gorila rio abaixo até à cidade, os investigadores viajaram rio acima, tirando fotografias e registando entrevistas com os aldeãos que lhes revelaram a extensão da caça furtiva ao gorila.

Os investigadores também realizaram censos de campo para avaliar a dimensão da população de gorilas das terras baixas selvagens que vivem na região.

"De acordo com as entrevistas e censos de campo, pensamos que devem restar uns 200 gorilas na área", diz Fidenci. "Mas estimamos que 4% da população está a ser morta a cada mês que passa, ou seja, 50% no espaço de um ano, o que é muito."

Os caçadores furtivos têm como alvo especialmente os gorilas jovens adultos em idade reprodutiva, pois são os que têm mais carne, logo, com uma caça furtiva tão pesada, os investigadores acreditam que estes primatas podem desaparecer completamente da região no espaço de uma década.

"Durante a nossa missão observámos gorilas a serem mortos na natureza. Em menos de uma semana e meia numa dada zona vimos dois gorilas adultos a serem mortos pela sua carne", diz Fidenci.

Toda a carne parece ser consumida em Pointe Noire e não está a ser exportada. "A carne de gorila vai para o local mais próximo, maior e mais rentável", explica Fidenci. "O nosso estudo revelou a escala horripilante do comércio de espécies ameaçadas de extinção na Republica do Congo, especialmente gorilas ameaçados a serem vendidos como carne."

 

No total, a ESI estima que pelo menos 300 gorilas são vendidos por ano no país.

Os gorilas das terras baixas Gorilla gorilla gorilla são uma das duas subespécies de gorilas do ocidente, sendo a outra o gorila do rio Cross Gorilla gorilla diehli. Os gorilas das terras baixas estão classificados como criticamente ameaçados pois o seu efectivo decaiu mais de 80% em três gerações.

Entre 100 e 125 mil gorilas das terras baixas estarão espalhados por todo o domínio geográfico da espécie, que abrange vários países mas o habitat densamente florestado e remoto em que frequentemente vivem torna difícil estimar o seu efectivo populacional de forma fiável.

Gorilla gorilla gorilla morto por caçadores furtivos @BBC Fidenci espera voltar a Kouilou para descobrir mais sobre os gorilas que ainda sobrevivem na zona e encontrar formas de os conservar.

"Tencionamos acabar com as mortes na zona fornecendo rendimentos alternativos à população local e trabalhando com os caçadores e não contra eles. Esperamos aumentar a consciência relativamente à conservação com programas educacionais conjuntos com outras organizações não governamentais e criar uma reserva natural para os gorilas. Precisamos de lidar com o problema na sua origem, no local onde as pessoas e os gorilas vivem."

Actualmente, pouco se faz no país para impedir a caça furtiva para a venda de carne selvagem, diz Fidenci. "Não há aplicação da lei, apesar de ela existir para proteger a fauna selvagem contra estas actividades." 

 

 

Saber mais:

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