2009-09-12

Subject: Recordando os heróicos cães do 11 de Setembro

 

Recordando os heróicos cães do 11 de Setembro

 

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@ FEMAHá oito anos, a 11 de Setembro de 2001, os Estados Unidos assistiram ao pior ataque terrorista da sua história quando aviões desviados atingiram o World Trade Center e o Pentágono.

Perto de três mil pessoas morreram, a sua maioria no World Trade Center de Nova Iorque.

À medida que as notícias do desastre se espalhavam, um número sem precedentes de polícias, bombeiros e voluntários foram para a cidade em auxílio da população. Entre este grupo de heróis estima-se que estavam 250 a 300 equipas de cães, chegados ao local para localizar os feridos ou encurralados e para recuperar os mortos.

Os esforços de salvamento e recuperação no World Trade Center foram “a maior alocação de cães de busca e salvamento da história dos Estados Unidos”, segundo a FEMA. 

Cerca de 80 cães da FEMA foram usados nas torres gémeas e outros 20 foram enviados para o Pentágono. Outros cães das unidades K-9 dos departamentos de polícia de Nova Iorque e Nova Jérsia, bem como de outros estados e grupos voluntários também estiveram em acção no local.

Os cães eram animais de busca e salvamento e de detecção de cadáveres, entre pastores alemães, pastores australianos, pastores belgas, labradores, golden retrievers, cães de água portugueses, pointers alemães de pêlo curto, border collies, dobermans, schnauzers gigantes e uma enorme variedade de rafeiros.

Todos os cães que participaram nos esforços de busca e salvamento durante as terríveis semanas após os ataques foram considerados heróis nacional americanos. Muitas das equipas permaneceram no local durante todo o processo de buscas, que durou perto de um mês.

Debra Tosch e Ron Weckbacher chegaram ao World Trade Center com os seus cães Manny e Abby logo após o desastre. Tosch é o director executivo da Fundação dos Cães de Busca para Desastres Nacionais da Califórnia.

"Quando lá chegámos só havia poeira e fumo", recorda Weckbacher. Manny e Abby estavam ansiosos por ir e a agilidade de Abby na pilha de entulho espantou o seu tratador. “Era sempre uma decisão difícil cada vez que fazíamos uma busca", diz Tosch.  “Eu estava preocupada com a Abby, ela podia cair ou cortar-se. Tivemos muito cuidado em não a enviar para zonas quentes ou buracos que não tivessem sido verificados pelos engenheiros e bombeiros."

Os cães foram heróis para os feridos que encontraram encurralados debaixo dos edifícios colapsados e trouxeram conforto às milhares de famílias que perderam entes queridos no desastre ao descobrir os seus restos mortais.

 

Foram precisas três semanas e meia para as equipas caninas completarem a sua missão e apesar das condições perigosas, a maioria dos cães não sofreu ferimentos graves.

Segundo a FEMA houve “algumas lacerações, abrasões e problemas associados ao stress, como diarreia e desidratação" mas todas foram tratadas imediatamente por veterinários voluntários no local.

Os cães e os seus tratadores estavam disponíveis para trabalhar turnos de 12 horas, percorrendo o entulho durante 20 a 45 minutos de cada vez e descansando o mesmo período de tempo.

Apenas um cão perdeu a vida no desastre e foi um labrador amarelo de nome Sirius. Trabalhava para a Autoridade Portuária de Nova Iorque como cão detector de bombas, com o seu parceiro, o sargento David Lim. Lim e Sirius estavam na cave da torre sul quando a torre norte foi atacada, pelo que ele colocou o cão de quatro anos no seu canil e foi verificar a situação.

“Disse-lhe 'acho que estamos em grandes sarilhos'", recorda Lim, que partiu do princípio que ele próprio e Sirius tinham falhado na detecção de uma bomba. “Já te venho buscar, foi o que lhe disse."

Mas antes que Lim pudesse regressar, a torre sul colapsou, seguida da torre norte. Lim ficou encurralado no quarto piso juntamente com seis bombeiros e uma mulher ferida mas foram socorridos cinco horas mais tarde.

Lim acabou por regressar em busca de Sirius como tinha prometido mas era tarde demais. Ele nunca desistiu de encontrar o seu parceiro até que os seus restos mortais foram encontrados e recuperados em Janeiro de 2002.

A Autoridade Portuária realizou um serviço fúnebre em sua memória e desde então construiu um memorial em Battery Park com um passeio para cães. 

 

 

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