2009-09-06

Subject: Registo geológico árctico correlaciona aquecimento com Homem

 

Registo geológico árctico correlaciona aquecimento com Homem

 

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http://utcumque.wordpress.comEstudo cuidado da linha de tempo através dos sedimentos revelou que o aumento do degelo no Árctico coincide com a era industrial. 

Trata-se de fortes evidências de que o aquecimento global é de origem humana, concluem os investigadores.

Os registos climáticos a longo prazo recolhidos no Árctico fornecem fortes evidências de que o aquecimento global antropogénico pode ultrapassar os ciclos naturais de aquecimento e arrefecimento da Terra, relata uma equipa de investigadores na última edição da revista Science.

Durante mais de 2 mil anos, a oscilação natural do eixo da Terra levou a que a região árctica se deslocasse para mais longe do Sol durante o Verão da região, reduzindo a quantidade de radiação solar que recebe. O Árctico está agora cerca de 800 mil quilómetros mais longe do Sol do que estava no século I a.C. e as temperaturas deviam ter descido pouco mais que 1ºC desde então.

No entanto, pelo contrário, a região aqueceu 2,2ºC só desde 1900 e a década de 1998 a 2008 foi a mais quente dos últimos dois milénios, revela o estudo realizado por uma equipa de investigadores liderada pelo climatólogo Darrell S. Kaufman, da Universidade do Norte do Arizona.

Não só o último meio século foi o mais quente dos últimos dois mil anos, "como inverteu a tendência a longo prazo, à escala milenar, de arrefecimento", diz Kaufman.

Os resultados parecem negar o principal argumento daqueles que dizem que o actual aquecimento da Terra é simplesmente uma variação natural, diz ele. 

A região árctica, na realidade, aqueceu cerca de três vezes mais que o resto do planeta devido ao bem conhecido efeito da amplificação árctica.

À medida que o gelo e a neve derretem e são substituídos pela água e superfícies cobertas de vegetação, mais escuras e que absorvem mais luz do Sol, o calor armazenado é novamente libertado para a atmosfera. A absorção de calor também provoca o degelo da permafrost, libertando mais gases de efeito de estufa (como o metano, por exemplo) para a atmosfera, causando um ciclo vicioso de aquecimento.

 

O registo do aquecimento climático foi obtido a partir de anéis das árvores, núcleos de gelo glaciar e tarolos retirados dos sedimentos de 14 lagos por todo o Árctico.

As camadas de sedimento forneceram indicações indirectas para as temperaturas do ar: camadas mais espessas de sedimentos indicam temperaturas mais elevadas pois a água do degelo dos glaciares transportou lama para os lagos, enquanto as camadas mais finas indicam menos degelo.

Todas as três fontes de dados contam a mesma história, que o Árctico começou a aquecer no início da era industrial, em meados do século XIX, quando os humanos começaram a libertar grandes quantidades de dióxido de carbono para a atmosfera.

A subida da temperatura é apoiada por dados recentes que mostram que os glaciares da região estão a desaparecer muito mais rapidamente do que alguma vez tinha sido observado. À medida que os glaciares derretem libertam água que faz subir o nível do mar, ameaçando as linhas costeiras de todo o mundo.

Os cientistas têm vindo a debater até onde o nível do mar poderá subir mas muitos consideram que uma subida de 1,2 a 1,8 metros não está fora de questão se a libertação de gases de efeito de estufa continuar à taxa actual.

O ciclo de 21 mil anos de oscilação do eixo da Terra está agora no seu sétimo milénio e o Árctico não voltará a estar no ponto mais próximo do Sol ate daqui a 14 mil anos. 

 

 

 

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