2009-09-03

Subject: Metas climáticas não chegam para salvar corais

 

Metas climáticas não chegam para salvar corais

 

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@ BBC

As metas actuais para as alterações climáticas não são suficientes para salvar os recifes de coral e os decisores precisam de considerar urgentemente os benefícios económicos que eles trazem. Estas são apenas duas das conclusões de um projecto apoiado pelas Nações Unidas com o objectivo de quantificar os custos financeiros dos danos à natureza. 

Vários estudos já sugeriram que os recifes valem mais de mil milhões de dólares por ano mas já estão a ser danificados pela subida das temperaturas e pela acidificação dos oceanos. O actual estudo também coloca os custos da perda da floresta em $2 a 5 mil milhões por ano.

Com a atenção na conferência sobre o clima das Nações Unidas a realizar em Copenhaga em Dezembro deste ano, o líder do estudo Pavan Sukhdev considera ser vital que dos decisores se apercebam que salvaguardar o mundo natural é uma forma vantajosa a nível de custo/benefício de proteger a sociedade contra os impactos da subida dos gases de efeito de estufa.

As actuais negociações sobre o clima das Nações Unidas contêm medidas para a protecção das florestas como sumidouros de carbono, uma iniciativa apelidada REDD (Reduzindo as Emissões da Desflorestação e Degradação da floresta).

As suas raízes estão no cálculo que a perda de floresta será responsável por 20% das emissões de gases de efeito de estufa e que o seu combate será provavelmente mais barato que reduzir as emissões no seu todo. 

Mas proteger as sociedades contra o impacto climático (adaptação climática) também será um componente chave de qualquer tipo de acordo em Copenhaga, pois é a principal prioridade para muitas nações desenvolvidas.

A análise TEEB (Economia dos Ecossistemas e Biodiversidade) enfatiza que as florestas, os recifes de coral e muitos outros ecossistemas podem ser as ferramentas de adaptação mais baratas.

"Achamos que isto realmente não está no topo das preocupações dos políticos mas quando se decide como vamos investir dinheiro na adaptação climática rapidamente se chega à conclusão que a ecologia fornece o resultado máximo pelo dinheiro gasto, e isso mesmo sem levar em conta os benefícios acrescidos de salvar a biodiversidade."

Sukhdev, membro do Programa Ambiental das Nações Unidas (UNEP) e da divisão de mercados globais do Deutsche Bank, cita estudos que mostram que o dinheiro gasto na preservação da natureza fornece taxas de retorno entre 3 e 75 vezes o investimento inicial.

 

A preservação das florestas mantém os sistemas de água doce intactos, os recifes de coral e mangais protegem comunidades de danos por tempestades e ecossistemas saudáveis são essenciais à produção de alimento.

Há um certo número de metas na mesa na corrida para Copenhaga. Uma, uma iniciativa da União Europeia agora com mais apoios, é manter a subida média da temperatura global desde a era pré-industrial nos 2ºC, o que significa, segundo algumas análises que as concentrações de dióxido de carbono na atmosfera não podem subir acima das 450 ppm. O nível actual é de 387ppm, a subir cerca de 2 ppm por ano, apesar da recessão global estar a ajudar.

Sukhdev tem evidências de peritos em corais que estas metas não serão suficientes para evitar os danos aos recifes tropicais. "Há provas de que os níveis actuais de CO2 já estão a causar danos aos recifes", diz Alex Rogers, do Instituto de Zoologia de Londres. "Estabilizar a mais de 350 ppm levará a mais destruição, precisamos mesmo de ter zero emissões."

As elevadas concentrações de dióxido de carbono na atmosfera têm impacto duplo no coral: aquecem os oceanos e, como parte do CO2 se dissolve na água do mar, tornam os oceanos mais ácidos. O pH oceânico já diminuiu cerca de 0,1 desde a era pré-industrial.

Um estudo de 2007 mostrou que a taxa de crescimento do coral na Grande Barreira diminuiu em 14% desde 1990. A análise TEEB sugere que entre 500 mil e mil milhões de pessoas dependem dos corais para alimento.

 

 

 

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