2009-09-02

Subject: Geoengenharia é exequível

 

Geoengenharia é exequível

 

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@ J. McNeill & BBCUm estudo da Royal Society concluiu que muitas das propostas de engenharia ambiental para reduzir o impacto das alterações climáticas são "tecnicamente possíveis".

Essas abordagens podem ser eficazes, referem os autores do estudo mas, salientam eles, o potencial da geoengenharia não deve desviar os governos dos seus esforços para reduzir as emissões de dióxido de carbono.

Esse tipo de projecto pode remover o carbono ou reflectir os raios do Sol para longe do planeta. As sugestões vão desde colocar espelhos no espaço a erigir estruturas gigantes para 'limpar' o ar.

Apesar da ambição representada em muitos desses projectos, o estudo conclui que muitos deles podem ter mérito e merecem mais investigação. No entanto, os autores salientam que alguma da tecnologia ainda é muito jovem e há "incertezas importantes relativamente à sua eficácia, custos e impacto ambiental".

Uma dessas tecnologias que considerada demasiado arriscada é a colocação de ferro nos oceanos para fertilizar o crescimento de algas, que os autores consideram puder causar "danos substanciais" à vida marinha e aos ecossistemas dulçaquícolas, estuarinos e costeiros.

O estudo salienta que as abordagens de engenharia ambiental apenas terão um impacto limitado e os esforços devem continuar focados na redução das emissões de dióxido de carbono.

"Os governos devem aumentar os seus esforços para a mitigação e adaptação às alterações climáticas, em particular em chegar a acordo para a redução das emissões globais em pelo menos 50% sobre os níveis de 1990 até 2050 e mais daí para a frente."

Mas, continuam eles, deve haver "mais investigação e desenvolvimento" nas opções de geoengenharia "para investigar se os métodos de baixo risco pode ser disponibilizados se for necessário reduzir a taxa de aquecimento ainda este século".

Das duas abordagens base da geoengenharia, o relatório conclui que as que envolvem a remoção de dióxido de carbono são preferíveis, pois devolvem o sistema climático a níveis mais próximos do estado pré-industrial. Mas também descobriram que muitas dessas opções são actualmente demasiado dispendiosas para implementar de forma generalizada.

Estão nesse caso a captura e armazenamento de carbono, que implica que o dióxido de carbono seja capturado directamente das estações produtoras e armazenado abaixo da superfície terrestre.

@ BBC

Os métodos actualmente propostos também são muito lentos, levam décadas a remover quantidade suficiente de dióxido de carbono que permita reduzir significativamente a taxa de aquecimento.

 

Das técnicas de remoção de carbono avaliadas, três foram consideradas com maior potencial:

1. captura de CO2 do ar - o método preferido pois reverte eficazmente as alterações climáticas;

2. erosão reforçada - tem como objectivo acelerar reacções naturais do CO2 do ar com as rochas e minerais, identificado como uma opção a longo prazo;

3. Utilização da terra e florestação - a gestão correcta da utilização das terras pode e deve desempenhar um papel menor mas significativo na redução do crescimento da concentração atmosférica de CO2.

Os chamados métodos de gestão da radiação solar não retiram dióxido de carbono da atmosfera e, de acordo com alguns modelos climáticos, podem causar alterações de padrões de precipitação e tempestades mas os autores dizem que a porta não deve ser fechada a esta abordagem, que pode ser uma forma mais rápida de reduzir a taxa de aquecimento global.

O estudo também considera que estas abordagens têm exigências logísticas imensas e podem levar muitas décadas a implementar mas se as temperaturas subirem a um tal nível que seja preciso acção mais rápida serão as com maior potencial:

1. aerossóis estratosféricos - erupções vulcânicas passadas já mostraram a eficácia deste método;

2. métodos espaciais - métodos úteis a longo prazo se os problemas técnicos forem ultrapassados;

3. abordagens com base no albedo das nuvens - incluem 'navios das nuvens' que projectariam água do mar para as nuvens tornando-as mais reflectivas.

O relatório também salienta o fraco enquadramento legal internacional para projectos que ultrapassem fronteiras. "Os maiores desafios a uma geoengenharia bem sucedida podem ser sociais, éticos e políticos, associados com a governação e não com questões científicas."

Os autores apelam a que se crie um corpo internacional, como a Comissão para o Desenvolvimento Sustentado das Nações Unidas, que estabeleça um método de desenvolvimento de tratados sobre quem seria responsável pela pesquisa do que poderia ter riscos e benefícios globais. 

 

 

Saber mais:

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