2009-08-31

Subject: Explicada variedade de pelagens dos cães

 

Explicada variedade de pelagens dos cães

 

Dificuldades em visualizar este email? Consulte-o online!

@ E. Cadieu & BBC

Arame, macia, encaracolada ou lisa, a origem genética para todos os tipos de pelagem das diferentes raças de cães é surpreendentemente simples, dizem os cientistas.

Apenas três genes são responsáveis pelos tipos de pelagem que tornam as diferentes raças de cães tão originais. Uma equipa de investigadores relata na última edição da revista Science que diferentes combinações destes três genes são responsáveis por todas as texturas que conhecemos.

A investigação pode ajudar no estudo das causas de doenças genéticas que afectam tanto cães como humanos.

A equipa liderada por Elaine Ostrander, do Instituto Nacional de Investigação do Genoma Humano (NHGRI) em Bethesda, Estados Unidos. Ela e os seus colaboradores recolheram amostras de DNA de mil cães de mais de 80 raças diferentes, bem como de alguns canídeos selvagens, incluindo lobos.

Estas amostras deram aos cientistas acesso ao genoma de cada cão, que analisaram em busca de marcos de variação no DNA chamados polimorfismos de nucleótido simples.

Estes polimorfismos assinalam uma mutação ou alteração no código do DNA que pode ser responsável por uma dada característica.

Edouard Cadieu, membro da equipa de investigação de Ostrander, decidiu usar estes dados genéticos para estudar a pelagem dos cães.

"Há muitas diferenças óbvias entre as diversas raças de cães", diz Ostrander, "mas a pelagem é a mais espantosa. Parece que todas as raças têm uma pelagem diferente, umas compridas, outras curtas, umas muito encaracoladas, outras ásperas como arame, para além de todas as combinações intermédias."

Cadieu procurou padrões que pudessem revelar a origem genética desta variedade espantosa.

Geoffry @ BBCOstrander explica: "Por exemplo, no caso da pelagem comprida ele procurou algo em comum em todas as raças de pêlo comprido que seja distinto do que se observa em raças de pêlo curto."

"Edouard começou por analisar a textura, o pêlo tipo arame, e rapidamente descobriu que havia um único gene primariamente responsável por essa característica, que também origina o padrão de bigodes e sobrancelhas que se observa em cães como o schnauzer."

 

Seguidamente ele passou ao estudo do comprimento e depois para o encaracolado, e para cada característica ele identificou um único gene que era o responsável primário pelo seu surgimento.

Em cada caso havia uma forma ancestral ou 'selvagem' do gene que os cães tinham herdado dos lobos e uma variante ou forma 'domesticada' que tinha sido seleccionada pelos criadores em busca de características específicas, como o pêlo comprido.

@ T. Spady & BBCAs raças com pelagens mais ao estilo dos lobos, como as que têm pêlo curto e liso como o de um beagle, apresentam a versão selvagem do gene.

"Basta baralhar e voltar a dar ... estes três genes diferentes e podemos explicar a maioria da variabilidade que observamos na pelagem dos cães domésticos", diz Ostrander.

Os investigadores dizem que as lições aprendidas com este estudo podem ajudar no estudo de doenças que afectam tanto humanos como canídeos.

Cathryn Mellersh, geneticista do Fundo de Saúde Animal de Suffolk, Reino Unido, diz: "Este estudo é importante porque prova um princípio. Podemos usar o genoma do cão como modelo para investigar doenças complexas e reduzi-las a um número surpreendentemente pequeno de genes."

Ostander conclui: "Do ponto de vista médico, esta simplicidade é uma óptima notícia. Significa que os problemas das doenças com base genética são mais solucionáveis."

Ostander aproveitou para expressar a sua gratidão aos donos dos cães que doaram amostras de DNA dos seus animais de estimação. "Elas revelaram-se extremamente úteis e este conjunto de dados vai continuar a render muito mais tempo." 

 

 

 

Saber mais:

NHGRI

Origem do cão doméstico desafiada

Gene de cão pode ajudar a sobrevivência de lobos

Apenas um gene de diferença entre cães grandes e pequenos?

 

 

Facebook simbiotica.orgTwitter simbiotica.orgFlikr simbiotica.orgYouTube simbiotica.org

Se não deseja voltar a receber o boletim News of the Wild clique aqui!!

simbiotica.org  |  Arquivo  |  Comentar  |  Busca Contacte-nos  |  Imprimir  |  @ simbiotica.org, 2009


Return to Archives

Newsletter service by YourWebApps.com