2009-08-26

Subject: Pressões estão a encolher ursos polares

 

Pressões estão a encolher ursos polares

 

 

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Polar bear (R. Dietz)

Os ursos polares têm vindo a encolher ao longo do passado século, de acordo com um estudo agora conhecido. 

Os cientistas compararam crânios de urso polar do início do século XX com os da segunda metade do século, descrevendo no estudo publicado na revista Journal of Zoology alterações em dimensão e forma que podem estar associadas a um aumento da poluição e redução do gelo marinho.

O stress físico causado pelos poluentes no corpo dos ursos e o aumento do esforço necessário a encontrar comida podem estar a limitar o crescimento dos animais, escreve a equipa no artigo agora conhecido.

Os investigadores usaram os crânios como indicadores do tamanho do corpo e os crânios da segunda metade do século eram entre 2 e 9% menores que os do início do século.

"Porque o gelo está a derreter, os ursos têm que usar muito mais energia para caçar as presas", explica Cino Pertoldi, professor de biologia na Universidade Aarhus e membro da Academia Polaca de Ciência, que liderou o estudo. "Imagine-se dois gémeos, um é bem alimentado durante o crescimento e outro está a morrer de fome. O esfomeado será muito mais pequeno pois não tem energia suficiente para atribuir ao crescimento."

A equipa, que incluiu colegas do Departamento do Ambiente Árctico da Universidade Aarhus, também descobriu diferenças de forma entre os crânios dos dois períodos, uma situação ligeiramente mais misteriosa, diz Pertoldi.

Ele explica que não foi possível determinar a causa mas que as alterações podem estar associadas ao ambiente, mais especificamente a poluentes que têm vindo a acumular-se no Árctico e nos corpos dos ursos polares.

O objectivo do estudo foi comparar dois grupos de animais que viveram durante períodos em que a extensão do gelo marinho e o teor de poluentes eram muito diferentes. 

Os poluentes em que os cientistas se focaram eram compostos contendo carbono e halogéneos (flúor, cloro, bromo ou iodo). Alguns destes compostos já deixaram de ser produzidos mas muitos outros ainda são importantes para a indústria, nomeadamente em solventes, pesticidas, refrigerantes, adesivos e revestimentos.

 

As alterações, dizem os cientistas, também podem estar associadas à redução da diversidade genética da espécie. A caça ao longo do último século, refere Pertoldi, pode ter reduzido o fundo genético, deixando os ursos polares à mercê da consanguinidade. "Também sabemos a partir de estudos anteriores que alguns poluentes contendo cloro afectam a fertilidade das fêmeas."

Rune Dietz, da Universidade Aarhus, é outro membro da equipa de investigação e explica que já tinham determinado a existência de uma ligação entre "poluentes orgânicos persistentes" produzidos pelo Homem e uma redução da densidade mineral nos ossos dos ursos polares, o que pode deixar os animais vulneráveis a lesões e a osteoporose.

@ R. Dietz/ C. Sonne/BBCA colecção de cerca de 300 ursos polares foi fornecida pelo Museu Zoológico de Copenhaga, Dinamarca.

Christian Sonne, veterinário da Universidade Aarhus que trabalhou com a equipa, considera que a colecção forneceu "amostras únicas e fantásticas" e uma visão para o desenvolvimento dos ursos ao longo de um século.

Durante esse tempo, continua ele, as concentrações de poluentes de origem humana no Árctico aumentaram significativamente. "Os ursos polares são um dos mamíferos mais poluídos do mundo." 

 

 

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