2009-08-22

Subject: Descobertas novas espécies de vermes marinhos que lançam bombas bioluminescentes/Plástico decompõe-s

 

Descobertas novas espécies de vermes marinhos que lançam bombas bioluminescentes

 

 

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poliquetas @ CiênciaPTUm grupo de investigadores descobriu sete espécies que vivem nas profundidades oceânicas e que pertencem a um novo grupo de poliquetas, primos marinhos das minhocas. 

Muitas delas têm uma habilidade especial: lançam bolas verdes que brilham no escuro para, teorizam os investigadores, defenderem-se dos predadores.

A descoberta foi publicada num pequeno artigo na “Science”, por um grupo de investigadores do Scripps Institution of Oceanography, em São Diego, na Califórnia. Os vermes foram vistos pela primeira vez por aparelhos controlados remotamente que mergulharam a profundidades entre os 1800 e 3700 metros no Oceano Pacífico.

As sete novas espécies que pertencem aos anelídeos ( vermes com segmentos repetidos ao longo do corpo, que normalmente têm muitos pares de patas, onde se incluem as minhocas), têm entre os 1,8 e 9,3 centímetros e foram todas colocadas num novo género chamado Swima. A única espécie que já tem nome chama-se Swima bombiviridis, devido à capacidade de lançar bombas verdes.

As espécies não são raras. “Encontrámos todo um novo grupo de animais consideravelmente grandes e extraordinários que não conhecíamos nada”, disse Karen Osborn, que trabalha no instituto. “Não são animais raros. Muitas vezes, quando os víamos, eram às centenas”, disse em comunicado, acrescentando que é muito difícil obter amostras do seu habitat.

Os vermes são transparentes à excepção do tubo digestivo e movem-se com patas alongadas que utilizam como remos para nadar. Cada espécie tem uma série de apêndices na cabeça. Cinco das espécies estão equipadas com estruturas luminescentes – bolinhas cheias de líquido que quando são libertadas pelo animal brilham intensamente durante poucos segundos.

Greg Rouse, professor e curador no instituto, ficou fascinado com estas bombas devido à sua evolução. “Os parentes [destas espécies] têm brânquias exactamente nos mesmos locais onde estão as bombas”, explicou em comunicado. “As brânquias podem cair facilmente, por isso há uma similaridade em serem destacáveis.”

Outras Notícias:

Plástico decompõe-se na água e liberta tóxicos

Um estudo dado a conhecer esta semana indica que o plástico se decompõe rapidamente na água. Ao decompor-se, liberta substâncias muito tóxicas.

 

Liderada por Katsuhiko Saido, a investigação foi apresentada quarta-feira em Washington, no 238º Encontro Nacional da American Chemical Society, que ontem chegou ao fim.

O plástico que se utiliza diariamente é considerado estável. Contudo, os investigadores descobriram que no oceano se decompõe por estar exposto ao sol, à chuva e às mais diversas condições ambientais.

Segundo Katsuhiko Saido, químico e professor da Faculdade de Farmácia da Universidade de Nihon, Japão, esta fonte de contaminação está para durar. Só no Japão são despejados para o oceano todos os anos 150 mil toneladas de plásticos.

A sua acumulação cria vastas extensões de resíduos que flutuam nos oceanos, como a conhecida “ilha do lixo”, no Pacífico (entre a Califórnia e o Havai) que tem sensivelmente o tamanho da França.

Segundo o estudo, o poliestireno (esferovite) começa a decompor-se passado apenas um ano, libertando componentes dentro dos ecossistemas marinhos.

Quando o plástico se decompõe liberta bisfenol-A e oligómero para a água, causando poluição adicional. Normalmente os plásticos não se desfazem no corpo do animal que o ingere. No entanto, as substâncias libertadas na decomposição são absorvidas e podem ter efeitos adversos.

O bisfenol e o oligómero são fontes de preocupação porque podem interromper o funcionamento das hormonas dos animais e afectar seriamente o sistema reprodutor.

 

 

Saber mais:

Vídeo - The Garbage Patch

 

 

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