2009-08-15

Subject: Gotas de chuva conduzem a evolução das flores

 

Gotas de chuva conduzem a evolução das flores

 

 

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A humilde gota de chuva pode ter desempenhado um papel importante na evolução das flores, descobriram cientistas chineses.

Um estudo de 80 espécies revelou que as flores desenvolveram diferentes formas e estruturas em parte para prevenir que o seu pólen fique molhado.

Outras espécies de flores contornaram o problema desenvolvendo pólen à prova de água.

A descoberta pode ajudar a explicar porque motivo tantas espécies nativas de zonas chuvosas têm flores descaídas ou fecham as pétalas.

Muitos investigadores, incluindo Charles Darwin, especularam que as flores teriam desenvolvido certas características ou estruturas para se protegerem contra os efeitos danosos da chuva, que pode arrastar os grãos de pólen e diluir o néctar mas poucos testaram experimentalmente a ideia.

Mas foi isso mesmo que Yun-Yun Mao e Shuang-Quan Huang, da Universidade de Wuhan na China, decidiram fazer, estudando a resposta à chuva e à água de 80 espécies de flores que vivem na zona da universidade e no vizinho Jardim Botânico de Wuhan.

"Tanto os animais como nós próprios gostamos de nos abrigar quando chove mas não sabíamos como as flores reduzem o efeito da chuva sobre os grãos de pólen, pois são imóveis", diz Huang.

Em primeiro lugar, registaram a forma como as flores de cada espécie reagem à chuva, incluindo se o pólen fica molhado ou é arrastado, e se a flor se move ou fecha as pétalas. Também mediram o efeito da chuva no desempenho do pólen, determinando quanto tempo o pólen de cada espécie permanecia viável em água.

O que descobriram confirma uma forte associação entre a chuva e a estrutura da flor, relatam os investigadores na última edição da revista New Phytologist. Por exemplo, das 80 espécies estudadas, 20 produzem flores que protegem completamente o seu pólen, logo nenhuma delas produz pólen resistente à água.

Isso apoia a ideia de que as flores desenvolveram certas estruturas que mantêm o pólen seco e viável e impedem que seja arrastado pela água antes de ser recolhido pelos polinizadores.

 

"Algumas plantas abrigam os grãos de pólen através de uma alteração da orientação da flor ou fechando a corola em dias chuvosos", explica Huang. "Por exemplo, as tulipas fecham as suas pétalas rapidamente quando começa a chover."

Outras têm flores que pendem para baixo, enquanto as espécies da família Araceae têm escoadouros na base da flor para deixar a água sair rapidamente.

Mas 44 espécies expõem o pólen completamente, não lhe fornecendo protecção. Destas espécies, 13 produzem pólen altamente resistente à água, sugerindo que desenvolveram uma forma alternativa de lidar com a ameaça da chuva.

"Ficámos surpresos ao verificar que algumas plantas sem estruturas de protecção do pólen desenvolveram pólen resistente à água", diz Huang. "A descoberta de uma alta proporção de pólen resistente em espécies sem estruturas protectoras sugere que a selecção devida ao contacto com a chuva favorece a resistência do pólen à água."

Estudos anteriores também já tinham sugerido que locais com níveis elevados de precipitação são lar de uma proporção maior de flores que pendem para baixo ou são capazes de fechar as pétalas.

Mao e Huang esperam investigar a situação mais aprofundadamente, bem como analisar a forma como as plantas protegem o néctar da chuva. 

 

 

Saber mais:

Como as flores conquistaram o mundo

A planta que finge estar doente

A planta que se rega a si própria

 

 

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