2009-08-13

Subject: Orcas frequentam clubes sociais

 

Orcas frequentam clubes sociais

 

 

Dificuldades em visualizar este email? Consulte-o online!

Killer whales in the Avacha Gulf

As orcas criam e visitam clubes sociais tal como as pessoas, descobriram os cientistas. 

Até 100 orcas devoradoras de peixe reúnem-se no golfo de Avacha, ao largo da costa russa mas ninguém sabia porque motivo as baleias formavam estes grupos enormes, quando normalmente vivem em grupos menores.

Agora, os cientistas relatam na última edição da revista Journal of Ethology que estes grupos funcionam como clubes em que as orcas formam e mantêm laços sociais.

As orcas Orcinus orca que se alimentam de peixe no golfo de Avacha vivem em grupos estáveis contendo em média dez indivíduos, mas podendo atingir os 20 animais nos grupos maiores. Mas os investigadores observaram até 8 desses grupos reunidos para formar um grupo com cerca de 100 indivíduos.

Esses grandes agregados de grupos são observados em vários locais por todo o mundo onde vivem orcas, como na Colúmbia Britânica, Alaska, Islândia e Antárctica, e é pouco provável que as baleias se reúnam para protecção pois não têm predadores naturais.

No passado, os investigadores já tinham sugerido que as baleias se encontram para aumentar a taxa de sucesso de captura de presas ou para se reproduzirem mas o comportamento nunca tinha sido, até agora, quantificado.

Para o investigar, Olga Filatova, da Universidade Estatal de Moscovo, e os seus colegas do projecto Orca do Leste Russo fotografaram e observaram as baleias do golfo de Avacha a partir de uma embarcação de 4 metros de comprimento.

"Primeiro só víamos uns pontos no horizonte, depois, rapidamente, estávamos a navegar no meio delas, mantendo uma distância de apenas uma centena de metros para não incomodar", explica o co-director do projecto Erich Hoyt, da Whale and Dolphin Conservation Society (WDCS), que forneceu a maior parte dos fundos para o projecto. 

"Até onde a vista alcança, em todas as direcções se via grupos de duas a seis baleias a vir à superfície, a brincar e a mergulhar. Cada conjunto tinha uma figura materna focal rodeada pela sua descendência, alguma da qual composta por machos adultos com barbatanas de dois metros de altura", recorda ele.

A equipa também utilizou um microfone direccional subaquático especial conhecido por hidrofone para registar os sons das vocalizações das baleias.

Cada grupo de baleias comedoras de peixe do golfo de Avacha tem um dialecto vocal específico que podia ser detectado pelo hidrofone, e as baleias individuais também podem ser identificadas pela forma e marcas das suas barbatanas dorsais, o que permitiu aos cientistas analisar o seu comportamento.

 

As orcas raramente se alimentam quando se reúnem no super-grupo maior, descobriram os cientistas. Isso sugere que não se juntam para aumentar o seu sucesso de capturas. De facto, dizem eles, dependendo do tipo de presa, o super-grupo pode provocar uma diminuição do sucesso de cada baleia.

No entanto, as baleias interagem muito mais durante estes ajuntamentos maiores, que duram entre algumas horas até meio dia. Quando encontram baleias de outros grupos, as orcas contactam umas com as outras, nadam em sincronia e esfregam as barbatanas umas nas outras com mais frequência, descobriram os investigadores.

A actividade sexual também aumenta, sugerindo que estes agregados grandes fornecem a possibilidade de avaliar possíveis parceiros sexuais. No entanto, estes comportamentos devem, provavelmente, ter uma função maior que a reprodução, acreditam os cientistas.

Eles permitem às baleias estabelecer e manter laços sociais e é por essa razão que as baleias se reúnem em locais centrais e forma estes agregados de grande dimensão.

"Os super-grupos são como clubes sociais", diz Hoyt. "Estes clubes podem ajudá-las a manter-se em contacto, pode ser parte do processo de cortejamento mas também pode ter outras funções que ainda precisamos de descobrir."

Manter os laços sociais é crucial para muitos mamíferos sociais que vivem em caçam juntos mas manter essas ligações com a comunidade mais alargada pode ser especialmente importante para as orcas, que tendem a ter vidas longas em comunidades relativamente pequenas e com baixas taxas de natalidade.

As orcas também enfrentam desafios, como a elevada taxa de mortalidade das crias, que atinge os 50% nos primeiros seis meses.

"Compreender mais acerca das suas vidas sociais, incluindo a sua reprodução, vai ser crucial para a nossa futura compreensão e capacidade de manter a população saudável", diz Hoyt.

A equipa estendeu recentemente o estudo mais para norte e sul do golfo de Avacha, ao longo da costa de Kamchatka e ao largo das ilhas Commander, para aprender mais sobre outros grupos de orcas, incluindo os tipos que se alimentam de mamíferos como botos, focas e lontras marinhas. 

 

 

Saber mais:

Vídeo - orcas visitam clubes sociais

Whale and Dolphin Conservation Society

Orcas Russas

O legado duradouro do Exxon Valdez

Orcas escolhem os alvos com o SONAR?

Orcas fazem ondas para caçar

 

 

Recebeu este boletim através de um amigo??

Faça a sua própria subscrição aqui!!

Se não deseja voltar a receber o boletim News of the Wild clique aqui!!

simbiotica.org  |  Arquivo  |  Comentar  |  Busca Contacte-nos  |  Imprimir  |  @ simbiotica.org, 2009


Return to Archives

Newsletter service by YourWebApps.com