2009-08-08

Subject: Europa prepara-se para medicamentos obtidos a partir de plantas geneticamente modificadas

 

Europa prepara-se para medicamentos obtidos a partir de plantas geneticamente modificadas

 

 

Dificuldades em visualizar este email? Consulte-o online!

O desenvolvimento comercial de medicamentos derivados de plantas deu um passo em frente com a publicação das primeiras directrizes europeias para o cultivo destas plantas geneticamente modificadas (GM).

Redigidas pela Agência Europeia de Standards Alimentares (EFSA), sediada em Parma, Itália, as directrizes descrevem como os produtores de plantas GM cultivadas com outros objectivos que não o consumo humano, como a produção de medicamentos ou enzimas industriais, deverão avaliar os potenciais riscos para o Homem, animais e ambiente.

Uma avaliação de risco da EFSA será exigida quando os produtores pretenderem aprovação comercial para cultivar a planta. A avaliação será passada à Comissão Europeia e aos estados membros, que decidirão se a autorização será emitida. Pelo contrário, os cientistas que desejem cultivar plantas GM para investigação científica apenas precisam de pedir uma licença no estado membro em que a tencionam cultivar.

Reinhilde Schoonjans, cientista do Painel Científico sobre Organismos geneticamente Modificados da EFSA, diz que a agência ainda não recebeu candidaturas para o cultivo de plantas GM produtoras de medicamentos.

Internacionalmente apenas um punhado de testes clínicos estão a decorrer e não há medicamentos obtidos a partir de plantas GM no mercado mas, continua Schoonjans, a tecnologia está em progresso rápido e a EFSA está agora numa posição que lhe permite receber as candidaturas, que devem surgir essencialmente de universidades. "Queremos estar preparados", diz ela.

A EFSA apenas irá considerar os riscos de cultivar a planta GM. A segurança dos produtos obtidos a partir delas será considerada pela Agência Europeia para os Medicamentos (EMEA), que tem directrizes próprias sobre as exigências de segurança e qualidade dos medicamentos derivados de plantas, que entraram em vigor em Fevereiro.

Sob as orientações da EFSA, os produtores devem dar os detalhes das diferenças biológicas entre a planta GM e a cultura convencional a partir da qual foi derivada e de que forma esses detalhes afectam as suas funções e crescimento. Também terão que avaliar o risco de os genes modificados serem passados a outras plantas e os perigos para o Homem e animais que se alimentem acidentalmente da cultura transgénica.

 

Os candidatos também devem especificar as medidas que irão tomar para vigiar as plantas e protege-las de exposição excessiva, como sinais de alerta, vedações e esterilização das plantas para impedir que se reproduzam.

"Substitui o que tínhamos antes, que era basicamente nada, logo é um passo muito positivo", diz Julian Ma, imunologista molecular da Escola de Medicina do Hospital St George, Universidade de Londres, que ajudou a estabelecer as directrizes.

Ele considera que as directrizes se baseiam nas regulamentações já existente sobre alimentos geneticamente modificados, que impõem regras estritas sobre a gestão de efeitos indesejados das plantas GM. 

Essas regras não se reflectem na agricultura convencional, onde também existem efeitos indesejados, diz Ma. Por exemplo, não racionalidade científica em exigir testes rigorosos de uma planta geneticamente modificada que produza uma substância tóxica e não os exigir os mesmos testes a uma planta cultivada de forma tradicional que produza a mesma substância tóxica. 

Jeffrey Wolt, perito em avaliação de risco em biotecnologia de plantas na Universidade Estadual do Iowa, aprova as directrizes europeias e considera-as consistentes com as estabelecidas pela Food and Drug Administration e pelo Departamento de Agricultura americanos.

Ele mostra-se agradado com o facto de as directrizes terem em consideração que cada caso é um caso. "Isso é crucial pois quando se está a trabalhar numa área emergente da ciência como esta, um processo demasiado rígido seria contraproducente." 

 

 

Saber mais:

Pragas podem ultrapassar toxinas GM do algodão

Reforço vitamínico do milho transgénico

Culturas geneticamente modificadas aumentam 9,4%

Genes modificados surgem em culturas locais de milho

 

 

Recebeu este boletim através de um amigo??

Faça a sua própria subscrição aqui!!

Se não deseja voltar a receber o boletim News of the Wild clique aqui!!

simbiotica.org  |  Arquivo  |  Comentar  |  Busca Contacte-nos  |  Imprimir  |  @ simbiotica.org, 2009


Return to Archives

Newsletter service by YourWebApps.com