2009-07-29

Subject: Corante alimentar pode reduzir danos na medula

 

Corante alimentar pode reduzir danos na medula

 

 

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Um corante semelhante ao usado em doçaria pode potencialmente minimizar a severidade das lesões na espinal medula.

Uma cascata de alterações moleculares desencadeada nas horas a seguir a um ferimento inicial podem causar danos ainda mais severos à espinal medula mas investigadores americanos descobriram agora que essa situação pode ser contida usando um corante conhecido por Brilliant Blue G (BBG), um corante alimentar azul.

No entanto, ratinhos que receberam o tratamento durante o estudo agora relatado na última edição da revista Proceedings of the National Academy of Sciences ficaram azuis (ver fotografia acima). 

Os investigadores da Universidade de Rochester, esperam que o seu trabalho possa eventualmente fornecer uma forma de minimizar o risco de paralisia no seguimento de um ferimento traumático à coluna mas salientam que são necessários mais estudos para criar um tratamento prático.

Para além disso, é preciso recordar que o tratamento só será eficaz se for administrado nas horas imediatamente após o ferimento.

O investigador Steven Goldman referiu: "Ainda não temos um tratamento eficaz para os pacientes com ferimentos graves na espinal medula. A nossa esperança é que este trabalho conduza a uma agente prático e seguro que possa ser administrado aos pacientes logo após a lesão, com o objectivo de reduzir os danos secundários que, de outro modo, são de esperar."

A equipa de Rochester já tinha antes demonstrado que o ATP inunda rapidamente a zona envolvente da lesão na espinal medula. Infelizmente, a libertação de ATP até que se atinjam centenas de vezes os níveis normais acaba por matar neurónios motores saudáveis e não danificados pois cria no seu interior um verdadeiro dilúvio de sinais moleculares, tornando o ferimento ainda mais grave.

Os investigadores injectaram ratinhos com a espinal medula danificada com ATP oxidado, um composto químico conhecido por bloquear o efeito da presença em excesso do ATP. Os animais puderam recuperar a maior parte da função dos membros, ao ponto de conseguirem voltar a andar.

Um problema importante é que o ATP oxidado tem o risco de causar efeitos secundários perigosos e tem que ser injectado directamente no local do ferimento para que se tenha resultados, o que não é uma opção prática no tratamento de doentes com lesões na coluna.

 

A beleza do BBG, o equivalente químico do corante alimentar nº 1, é que pode potencialmente ser administrado através de uma injecção normal, longe do local dos danos.

Em testes com ratos, uma injecção de BBG produziu efeitos muito semelhantes aos alcançados pelo ATP oxidado, com excepção de um efeito secundário curioso, os animais ficaram temporariamente com a pele azul.

RX de um pescoço partidoMark Bacon, chefe de investigação no Spinal Research, comenta: "Pode haver muito pouco a fazer para impedir o ferimento resultante do traumatismo inicial mas podemos, com certeza, impedir os insidiosos danos secundários que ocorrem na medula nas horas e dias seguintes."

"O que parece que temos aqui é uma pista prometedora na busca pelos chamados tratamentos neuroprotectores. O facto de se tratar de um corante alimentar conhecido e aprovado já nos dá um bom ponto de partida."

"No entanto, há que recordar que os níveis que ingerimos nos alimentos não nos fazem ficar azuis, como aconteceu com os ratos do grupo de testes do estudo, o que sugere que a dose terapêutica necessária para proteger a medula da toxicidade do ATP é muito, muito superior à que experimentamos no dia a dia."

"O que é seguro com uma dose pode não ser seguro com doses superiores, muitos medicamentos testados falham precisamente porque se atinge um patamar de toxicidade antes de se atingir o nível terapêutico." 

 

 

Saber mais:

University of Rochester Medical Center

 

 

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