2009-07-04

Subject: Gripe suína atinge pulmões e intestino

 

Gripe suína atinge pulmões e intestino

 

 

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O vírus da gripe suína alcança fundo no sistema respiratório e chega mesmo ao intestino, descobertas que podem explicar porque os sintomas da doença são diferentes dos da gripe sazonal.

Dois grupos separados de investigadores utilizaram furões para investigar até que ponto o vírus da gripe A H1N1 é perigoso e como é transmitido.

Um dos estudos foi liderado por Terrence Tumpey, do Centro de Controlo de Doenças e Prevenção (CDC) de Atlanta, Georgia, e foi publicado na revista Science. A equipa de Tumpey colocou pequenas gotas de três vírus diferentes de gripe suína e de um vírus de gripe sazonal nos narizes de furões. 

Alguns furões partilhavam as gaiolas com outros não infectados e alguns foram colocados em gaiolas ao lado de outras contendo outros furões, sempre sem mais contacto nenhum que o ar que respiravam.

As experiências revelaram que os furões com estirpes de gripe suína perdiam mais peso que os infectados com gripe normal e que a gripe suína atingia os pulmões mais fundo os pulmões de alguns dos furões do que a gripe normal, chegando a penetrar nos intestinos em alguns casos.

Esta situação está de acordo com observações em humanos, em que alguns pacientes sofreram de vómitos e diarreia. 

Um segundo estudo, liderado por Ron Fouchier, do Centro Médico da Universidade Erasmus em Roterdão, também mostrou que o vírus penetrava nos pulmões. "Esta é a primeira indicação de até que ponto a gripe suína é patogénica", diz Fouchier. "No campo essa conclusão é difícil de alcançar."

Os furões há muito que são utilizados como animais modelo para a gripe pois manifestam sintomas semelhantes aos humanos, sintomas esses que tendem a durar o mesmo tempo em ambas as espécies.

Os estudos de Tumpey mostraram que o vírus não era transmitido entre animais de forma tão eficiente como a gripe sazonal mas os resultados de Fouchier, também publicados na revista Science sugerem que o vírus é transmitido com a mesma eficiência que o da gripe sazonal.

 

A discordância pode ser devida ao facto de Fouchier ter usado uma amostra diferente de gripe suína ou ao facto de os furões serem ligeiramente diferentes, diz Fouchier. Os seus furões espirraram muito, enquanto os de Tumpey não. As experiência de Fouchier também foram um pouco diferentes: ele não tinha nenhum furão em contacto outros, por exemplo.

Tumpey diz que o facto de a transmissão do vírus ser abaixo dos 100% das vezes mostra que ainda está a alterar-se para se adaptar aos novos hospedeiros. "Achamos que ainda não está completamente adaptado aos humanos."

O vírus não tem causado doença séria na maioria dos casos mas isso pode mudar. Ambos os estudos enfatizam a necessidade de manter o vírus da gripe suína debaixo de olho, particularmente no Inverno do hemisfério norte, diz Tumpey. "Estamos preocupados com a possibilidade de o vírus aumentar a sua capacidade de causar doença."

Os vírus de gripe em diferentes espécies estão continuamente a trocar genes entre si, num processo conhecido por rearranjo. Fouchier diz que o vírus da gripe suína que testou tem a versão avícola de um dado gene da gripe, o que pode significar que o vírus apenas pode sobreviver em condições mais quentes. 

Se esse gene mutar para uma versão humana mais tolerante ao frio, o vírus pode multiplicar-se na cavidade nasal e propagar-se mais facilmente. Ele já criou uma versão do vírus que inclui esta mutação e está a usar os seus furões modelo para ver como afecta os animais.

Estes dois estudos vão ajudar os cientistas a seguir o vírus da gripe suína no futuro, diz John McCauley, virulogista do Instituto Nacional de Investigação Médica de Londres. "É uma ferramenta muito útil para nos dar bases" de comparação de versões mutadas, à medida que surjam. 

 

 

Saber mais:

CDC

Pandemia de gripe em curso

Gripe suína está de acordo com as pandemias anteriores

 

 

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