2009-07-02

Subject: Mega-formigueiro conquista o mundo

 

Mega-formigueiro conquista o mundo

 

 

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Queen and worker Argentine ant (Linepithema humile)

Uma única mega-colónia de formigas colonizou a maior parte do mundo, descobriram os cientistas: as formigas argentinas que vivem em grande número por toda a Europa, Estados Unidos e Japão pertencem à mesma colónia inter-relacionada e não lutam umas com as outras.

A colónia pode ser a maior do seu tipo que alguma vez foi conhecida para qualquer espécie de insecto, rivalizando com os humanos na escala de domínio do mundo, ainda mais que os seus rivais estão a ajudar na união das formigas.

As formigas argentinas Linepithema humile foram, em tempos, exclusivas da América do Sul mas as pessoas introduziram-nas, inadvertidamente, em todos os continentes com excepção da Antárctica.

Estas formigas argentinas introduzidas são conhecidas por formar grandes colónias e por se tornarem uma praga significativa, atacando os animais nativos e as colheitas.

Na Europa, pensa-se que um vasto formigueiro de formigas argentinas se estenda por 6 mil quilómetros ao longo da costa mediterrânica, enquanto nos Estados Unidos, um outro conhecido por 'grande californiano', se estende por 900 km ao longo da costa da Califórnia. Uma terceira enorme colónia existe na costa ocidental do Japão.

Ainda que as formigas sejam geralmente altamente territoriais, as que vivem em cada uma destas super-colónias são tolerantes umas com as outras, mesmo que vivam a dezenas ou centenas de quilómetros de distância umas das outras. 

Cada super-colónia, no entanto, era considerada completamente distinta das restantes mas agora parece que milhares de milhões de formigas argentinas espalhadas por todo o mundo pertencem na realidade a uma única mega-colónia global.

Investigadores no Japão e em Espanha, liderados por Eiriki Sunamura, da Universidade de Tóquio, descobriram que formigas argentinas que vivem na Europa, Japão e Califórnia partilham um perfil químico de hidrocarbonetos espantosamente semelhante nas suas cutículas mas experiências mais detalhadas revelaram a verdadeira extensão da ambição global destes insectos.

 

A equipa seleccionou formigas selvagens da principal super-colónia europeia, de uma mais pequena conhecida por super-colónia catalã que vive ao longo da costa da península Ibérica, da super-colónia californiana, da super-colónia da costa ocidental japonesa e de uma mais pequena de Kobe, Japão.

Juntaram as formigas numa série de testes um para um para avaliar o grau de agressividade individual entre insectos de diferentes colónias.

Formigas das colónias mais pequenas eram sempre mais agressivas umas para as outras, logo formigas da costa ocidental japonesa lutavam com as suas rivais de Kobe, enquanto formigas da super-colónia europeia lutavam com as da colónia ibérica.

Mas sempre que formigas das super-colónias europeia e californiana e da colónia maior do Japão se juntavam, agiam como se fossem velhas amigas. Estas formigas esfregavam as antenas umas nas outras e nunca se mostravam agressivas ou tentavam evitar-se. Resumindo, agiam como se pertencessem à mesma colónia, apesar de viverem em continentes diferentes separadas por vastos oceanos.

A explicação mais plausível é que as formigas que formaram estas três super-colónias eram realmente aparentadas e são todas geneticamente relacionadas, dizem os investigadores. Quando contactam umas com as outras reconhecem-se através da composição química das suas cutículas.

"A enorme extensão desta população só tem paralelo na sociedade humana", escrevem os investigadores na revista Insect Sociaux, onde relatam as suas descobertas.

No entanto, a ironia desse facto é que fomos nós que provavelmente criámos a mega-colónia de formigas argentinas ao começar a transportá-las por todo o mundo e introduzindo continuamente mais formigas dos três continentes em cada uma, garantindo que a mega-colónia se continue a misturar. Foram os humanos que criaram esta enorme população não agressiva de formigas." 

 

 

Saber mais:

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